O Brasil enfrenta um aumento significativo no número de queimadas e até o momento registrou mais de 110 mil ocorrências, um aumento de 80% em relação ao mesmo período em 2023, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A fumaça resultante dessas queimadas já alcançou cerca de onze estados brasileiros, elevando as preocupações sobre os impactos na saúde pública.
A fumaça das queimadas libera uma mistura complexa de poluentes, incluindo fuligem, monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio. Segundo relatou o presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Dr. José Miguel Chatkin, a inalação dessa fumaça pode causar inflamações nas vias aéreas, resultando em irritação nos olhos, nariz e garganta. Crianças, idosos e pessoas com condições respiratórias crônicas, como asma e bronquite, estão particularmente vulneráveis aos efeitos adversos da poluição.
O Ministério da Saúde fez uma série de recomendações com o objetivo de minimizar a exposição à fumaça e seus efeitos. Seguem algumas dicas abaixo:
1- Hidrate-se
Além das queimadas o tempo está extremamente seco, por isso deve-se aumentar a ingestão de água para manter as membranas respiratórias úmidas e protegidas.
2 - Fechamento de janelas e portas
Mantenha portas e janelas fechadas durante períodos de alta concentração de fumaça.
3- Uso de máscaras
Se precisar sair de casa opte pelas máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, que podem reduzir a inalação de partículas se usadas corretamente.
4- Evitar atividades físicas
Evite exercícios físicos se estiver em área com alta exposição à poluição.
5- Cuidados especiais
Crianças, idosos e gestantes devem seguir rigorosamente as recomendações e buscar atendimento médico em caso de sintomas de insuficiência respiratória.
6- Redução de exposição
Pessoas que estão nas regiões afetadas devem se proteger dentro de casa e se possível encontrar conforto térmico por meio de ar condicionado ou purificadores de ar.

