As Forças Armadas de Israel confirmaram, neste sábado (16), a morte de Izz al-Din al-Haddad, chefe da ala militar do grupo Hamas. O líder extremista foi alvo de um ataque aéreo descrito pelo exército israelense como "preciso", realizado na última sexta-feira (15) na Cidade de Gaza.
Al-Haddad é o integrante de mais alto escalão do Hamas a ser morto por Israel desde o início do cessar-fogo mediado e apoiado pelos Estados Unidos em outubro. Apesar da trégua oficial, bombardeios pontuais e operações militares israelenses continuam a ser registrados no território palestino.
Em comunicado oficial emitido posteriormente, o Hamas confirmou a morte de al-Haddad, que tinha 56 anos. O grupo informou que a esposa e a filha do comandante, de 19 anos, também morreram na mesma ação. O Hamas descreveu o líder como uma figura central no comando e na coordenação de suas operações militares.
Segundo fontes palestinas ligadas à área da saúde, o bombardeio israelense atingiu diretamente um edifício residencial. O funeral conjunto de al-Haddad e de sua família foi realizado neste sábado na Mesquita dos Mártires de Al Aqsa, localizada no centro de Gaza.
O ataque que vitimou o chefe militar fez parte de uma série de ofensivas israelenses na região. Médicos locais relataram que, ao menos, dois ataques foram desfechados contra Gaza na sexta-feira, resultando na morte de sete palestinos, incluindo três mulheres e uma criança.
A tensão continuou neste sábado (16) com o registro de mais dois ataques aéreos distintos, que deixaram ao menos três mortos:
Próximo ao Hospital Al Shifa: Dois homens morreram após um bombardeio atingir um veículo na Cidade de Gaza.
Campo de Jabalia: Uma pessoa foi morta em um ataque aéreo no campo de refugiados situado no norte do território.
Até o fechamento desta reportagem, as Forças Armadas de Israel não haviam se pronunciado sobre os bombardeios deste sábado.




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