A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a fabricação, a importação, a distribuição, a venda, a divulgação e o uso de seis tipos de sal que vinham sendo comercializados pela internet. A decisão foi formalizada pela Resolução-RE nº 3.052/2026, publicada no Diário Oficial da União. Segundo o órgão, os produtos eram fabricados por uma empresa desconhecida, de forma clandestina, e não possuíam qualquer regularização sanitária.
Entraram na lista os produtos Quanqton Ocean Salts, Sal Integral Quanqton, Sal Perfeito, New Quantic, Endurance e Sal Marinho Integral, todos vendidos em embalagens de 250 gramas, 1 quilo e 2 quilos. Os itens eram anunciados em diversas plataformas de comércio eletrônico, mas os estabelecimentos responsáveis pela produção e pela venda não têm licença e não foram localizados.
Além da falta de registro, a agência apontou irregularidades na publicidade. Os anúncios prometiam benefícios não autorizados pela legislação, como prevenção de câimbras e de fadiga muscular, reposição mineral durante treinos longos e provas, hidratação celular por meio de eletrólitos, recuperação mais rápida após esforço físico intenso e até equilíbrio do sistema nervoso e muscular. Os rótulos também traziam expressões consideradas indevidas, entre elas "sal integral, 100% natural" e "sal integral não refinado".
A propaganda ainda sugeria que os produtos seriam superiores ao sal de cozinha comum, submetido ao processo de refino. Vale lembrar que, embora o refinamento remova parte dos minerais presentes no sal bruto, essa perda não tem impacto nutricional relevante. O sal de cozinha é composto essencialmente por cloreto de sódio e, no Brasil, recebe iodo por determinação legal — nutriente essencial para o funcionamento da tireoide e para o desenvolvimento neurológico. Quem tiver algum dos itens em casa deve interromper o uso imediatamente.



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