SÃO PAULO. Os blocos tomaram as ruas paulistanas apenas nos últimos anos, mas não se pense que a história começou a ser escrita agora. No Bixiga, bairro boêmio colado ao centro, o Esfarrapado completa 70 anos e desfila nesta segunda-feira pelas ruas do antigo bairro de imigrantes italianos que abriga também uma das principais escolas de samba de São Paulo, a Vai-Vai, dona de 15 títulos - o último deles em 2015 com uma homenagem a Elis Regina e à MPB.
A diversidade cultural é marca registrada da cidade e os blocos não fogem a isso. Tem som para todos os gostos. Enquanto o Esfarrapado cultua marchas e sambas, a Charanga do França (Rua Imaculada Conceição, 16h), criado por um músico, homenageia hoje o Festival de Trompete da Sérvia.
O Unidos do Swing (Praça Dom José Gaspar, Centro), conhecido por seus ensaios no vão do Masp, mistura o tradicional jazz de New Orleans às marchinhas brasileiras.
No Mirante da Nove de Julho, a partir de 15h, o carnaval vem embalado ao som de músicas latinas e em grande estilo com DJs de três nacionalidades: o boliviano Pancho Valdez, o colombiano Montoya e o brasileiro Will Robson. Bailarinas do grupo Mi Gusta ajudam a ensaiar os primeiros passos. Os hermanos também prometem fazer rolar de salsa a tecnobrega, de merengue a reggaeton.
Na zona Sul, em Moema, o Pinga Ni Mim é o primeiro bloco de música sertaneja paulistano e vai de clássicos de Leandro e Leonardo à fase feminina da viola, com hits de Maiara & Maraisa. Mas não pense que a fidelidade é 100%. Axé, funk e outros ritmos também entram na programação do bloco
O Bloco de Empolgação Pitbull Banguela vai do samba tradicional ao samba-rock pelas mãos da turma do Cia. de Arte KNU, um coletivo que anima as ruas da Lapa desde 2010.
Pinheiros segue sendo o bairro com maior número de blocos. Só nesta segunda são quatro nas ruas do bairro. O último bloco a sair é o Bastardo, na João Moura (15h).



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