BRASÍLIA - O ministro interino da , general , disse nesta quinta-feira que todos estão "apreensivos e ansiosos" por obter resultados da investigação sobre o assassinato da vereadora Franco e o motorista Anderson Gomes.Silva e Luna afirmou apenas que as investigações estão avançando, sem dar detalhes.
— Penso que todos nós estamos apreensivos e ansiosos por esses resultados. Está se correndo atrás para se obtê-los de uma forma bem comprovada para que não tenha nenhum dado insustentável — disse Silva e Luna, ressaltando que a cada um dia surge um dado novo.
O general disse que a intervenção federal na área da Segurança Pública está mostrando resultados e o objetivo final é se obter índices razoáveis de criminalidade.
— Os resultados estão acontecendo e se está trabalhando para sair do período da intervenção com pelo menos uma estruturação das políticas e índices de criminalidade em níveis aceitáveis, se é que existe esse nível. As Forças Armadas estão construindo uma solução — disse o general, afirmando que "leva tempo" para se atingir uma situação com bons índices".
Ele comemorou ainda a aprovação pelo Senado, na noite de quarta-feira, o projeto que cria o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS). A intenção é viabilizar a atuação "conjunta, coordenada, sistêmica e integrada dos órgãos de segurança pública da União, estados e municípios". O texto diz que a segurança pública é dever de todos os entes da Federação, no âmbito das competências legais de cada um. O projeto foi aprovado pela manhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e levado à tarde ao Plenário do Senado. Como já passou pela Câmara, o projeto vai à sanção do presidente Michel Temer. Para o ministro, é uma forma de unificar a ação dos órgãos de segurança.
O projeto aprova diz que compete à União estabelecer a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social e aos Estados, Municípios e Distrito Federal estabelecer suas respectivas políticas. O objetivo maior é a "análise e enfrentamento dos riscos à harmonia da convivência social, com destaque às situações de emergência, aos crimes interestaduais e transnacionais".
A proposta faz parte do pacote da Segurança Pública encampado pelos presidentes da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

