RIO — Algumas horas depois dos atos de vandalismo na Avenida Rio Branco, no Centro, durante o protesto contra as medidas de ajuste nas contas do estado, equipes da prefeitura deram início aos trabalhos de reparo. Os vidros que separam os trilhos do VLT da pista de ônibus foram substituídos por novos em duas estações. Os funcionários também limparam o caminho do VLT, onde grupos colocaram barricadas. Por volta das 4 horas de hoje, boa parte do serviço já estava concluída, mas as marcas de destruição ainda eram evidentes.
— Esse vidro do teto (da estação Sete de Setembro) é diferente. Vai precisar ser encomendado, ou seja, não tem prazo para ser recolocado. Enquanto isso, vai ficar esse buraco — adiantou o funcionário, desolado — muita coisa vai ficar para depois. Olha essa rua toda queimada.
Logo que as pessoas foram se dispersando e a manifestação, perdendo força, o que saltava aos olhos eram os prejuízos. Duas estações do VLT — Sete de Setembro e Carioca — tiveram vidros quebrados. Na primeira, que fica na altura da Rua da Assembleia, os danos foram ainda piores. Além do quebra-quebra, grupos picharam a mensagem "Fora, Pezão".
Bem em frente à estação Sete de Setembro, próximo à Rua da Assembleia, vândalos atearam fogo em um ônibus. As chamas se alastraram, atingindo uma banca de jornal e um sinal de trânsito, que ficou retorcido com o calor. Ao longo da via, mais estragos: manifestantes quebraram lixeiras e um painel eletrônico de propaganda, além de amassarem placas de sinalização e depredarem agências bancárias.




Aviso