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Vídeo mostra momento em que manifestantes decidem incendiar ônibus, no Centro do Rio

RIO - Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento exato em que um ônibus foi incendiado na tarde desta quarta-feira na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. Nas imagens, alguns homens com rosto coberto e outros sem máscaras usam pedaços de madeira e o extintor de incêndio do veículo para depredá-lo.

Em um dos momentos é possível ouvir um dos homens gritar "pega papel", para colocar fogo no ônibus. Outro afirma que a árvore próxima ao veículo também será queimada e ouve como resposta que isso é "problema da prefeitura". Esse homem ainda insiste para que o grupo não coloque fogo no ônibus, mas eles o ignoram.

Ainda no vídeo, um homem aparece carregando uma lata de lixo da Prefeitura para dentro do ônibus. Ele ateia fogo em um pedaço de papel e o coloca dentro da lixeira. A lata é colocada próxima ao banco do motorista. Nas imagens é possível ver o rosto do homem. Os vidros das janelas já estavam todos quebrados.

Durante a gravação, ainda é possível ouvir um homem gritar "joga o dinheiro do Cabral aí". Enquanto o fogo não incendiava todo o veículo, um dos homens ainda tacava pedras dentro do ônibus.

O ônibus foi incendiado após um dia inteiro de tensão no Centro da cidade, com protesto na retomada dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Por volta das 16h, bombeiros combatiam as chamas, que destruíram o veículo. Este não foi o único ato de vandalismo na região. Diversas lixeiras foram destruídas e agências bancárias depredadas. O tumulto começou por volta das 14h. Um grupo derrubou as grades de proteção em frente ao Palácio Tiradentes, e a Polícia Militar revidou jogando bombas de gás lacrimogênio e disparando tiros de bala de borracha.

Um blindado da corporação tambémfoi usado para jogar jatos d'água e dispersar os manifestantes. Com isso, houve correria e muitas pessoas foram para a Rua da Assembleia e para a Praça Mario Lago. O comércio na região fechou as portas. Um policial civil chegou a ser preso após disparar com arma de fogo contra policiais do Choque.

O ato foi organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), que pede a saída do governador Luiz Fernando Pezão, o pagamento da dívida com o funcionalismo e a retirada das medidas que afetam a aposentadoria dos funcionários.

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