Cerca de 200 homens do Exército, da Guarda Municipal e da Polícia Militar participaram na manhã desta sexta-feira de uma operação na favela da Vila Joaniza (Ilha do Governador) para derrubar mais de 30 casas que estavam sendo construídas em um terreno invadido que pertence à Aeronáutica. Traficantes da comunidade davam apoio a construção dos imóveis. Em 18 de outubro, técnicos da prefeitura tentaram, sem sucesso, identificar e notificar os responsáveis pelas obras. Acuados por traficantes, que atiraram em direção aos técnicos, eles tiveram que deixar a favela dentro de um caveirão da polícia militar. Somente na quinta-feira, os técnicos conseguiram voltar ao local, aproveitando que a área estava ocupada pelo Exército. No início da semana, o tráfico invadiu e depredou um posto da PM na comunidade.
Segundo relatório publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da prefeitura, a área estava “ sendo invadida segundo informações de moradores com anuência do trafico local e ciência da associação de moradores”. Na operação desta sexta-feira, apenas parte das construções foram demolidas porque um trator que era empregado na operação apresentou defeito. Uma nova intervenção será marcada para os próximos dias.
A assessoria do secretário municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Índio da Costa, informou que várias casas já tinham sido vendidas. O órgão agora vai cadastrar os compradores para traçar o perfil socioeconômico deles. O objetivo é avaliar se no grupo haveria pessoas com perfil para receber aluguel social.



