RIO - Localizado durante uma operação conjunta de grande porte, que contou a participação de agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Rio, da Polícia Federal brasileira no Paraguai, da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai, da Policia Nacional Paraguaia e até da agência americana de combate às drogas (DEA), o traficante Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, o Marcelo Piloto, foi preso, mas ainda não tem data para retornar ao Brasil. Como o criminoso responde a diversas ações em seu país de origem, mas também foi autuado em flagrante pela polícia paraguaia - ele estava com duas pistolas, seis carregadores e documentos falsos -, o tempo de duração de seu processo de extradição ainda é uma incógnita.
De acordo com autoridades, a extradição de brasileiros pode ser adiada quando o criminoso responde a processo no país vizinho, como é o caso de Marcelo Piloto. Em casos semelhantes, envolvendo traficantes que estavam no Paraguai, a volta só ocorreu após o fim da ação.
A subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria estadual de Segurança do Rio, responsável pela prisão de Piloto, fará hoje um pedido à Justiça solicitando que o criminoso seja incluído na chamada lista vermelha da Interpol, que reúne os bandidos mais procurados do mundo. A medida, de acordo com o órgão, tem como objetivo dar início ao processo de extradição do traficante.
O pedido da SSINTE será feito em todas as varas criminais nas quais Piloto responde a processos. O caso de extradição terá que ser iniciado pelo juiz de uma dessas ações. Os advogados do traficante já viajaram para o Paraguai a fim de obter informações sobre a situação do cliente no país.
A secretaria já encaminhou ao governo paraguaio cópias de todos os mandados de prisão existentes contra Piloto. Os seus dados e informações datiloscópicas também foram enviados.
Anteontem, ao ser localizado por agentes brasileiros e paraguaios, Piloto chamou atenção pelo visual diferente do apresentado antes de fugir do Brasil, há cinco anos. O bandido, que ganhou alguns quilos e deixou o cabelo crescer, tentou modificar sua aparência, retirando um sinal que tinha no lado direito do rosto e, apesar de pequeno, ajudava em sua identificação. No local da pinta, o traficante ainda está com uma mancha branca.
Piloto, que foi capturado na cidade de Encarnación, a 365 km de Assunção, capital do Paraguai, estava usando nome falso. O traficante, que já foi chefe do tráfico em Manguinhos, é apontado pela polícia como o principal "matuto" da maior facção criminosa do Rio, que atuava trazendo drogas e armas para todas as favelas do estado dominadas pela quadrilha.


