RIO - O Cassino da Urca, onde reluziram estrelas como Carmen Miranda, Dalva de Oliveira e Grande Otelo, recebeu novamente um banho de brilho. E, desta vez, literal. O palco, onde se apresentaram os artistas, e uma parte do fosso dos músicos foram cobertos anteontem por uma tonelada de purpurina dourada. A “repaginada”, uma intervenção do artista plástico Heleno Bernardi, com curadoria de Renato Rezende, faz parte da obra "Cassino", que será aberta ao público amanhã e terá entrada gratuita.
Será a última atividade no local antes do começo das obras de restauração do espaço, que vai virar um auditório para o Istituto Europeo di Design (IED), que já ocupa a parte do complexo voltada para a praia com aulas de aulas de moda, design e artes visuais.
Os quase mil quilos de purpurina utilizados na intervenção terão reaproveitamento sustentável ao final da exposição. O material será retirado de paredes e piso, triturado juntamente com os resíduos sólidos da obra, para virar a argamassa do novo concreto que será utilizada na reforma, que começa em 2018.



