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Herdeiro do “Rei do Bacalhau” é condenado a 21 anos pelo assassinato do pai adotivo

RIO - Mais de dez anos depois de matar Plácido da Silva Nunes, fundador do restaurante “Rei do Bacalhau”, Antônio Fernando da Silva, filho adotivo da vítima, foi condenado ontem a 21 anos e nove meses de prisão em regime fechado. O empresário foi encontrado morto no dia 10 de setembro de 2007, em seu apartamento na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A motivação para o crime seria o interesse de Antonio em herdar a propriedade integral do restaurante e receber o seguro de vida do pai. Segundo as investigações, Antônio Fernando foi o mentor do assassinato e responsável por outras seis mortes, ocorridas para ocultar o crime. O Conselho de Sentença do 1º Tribunal do Júri da Capital também condenou Jackson Almeida Galo, por participação no crime. Ele teria conduzido o executor ao local do homicídio, recebeu uma pena de 18 anos e oito meses.

O juiz Carlos Gustavo Vianna Direito presidiu o julgamento, que começou na quarta-feira, dia 22, e se estendeu até o final da noite de ontem. Entre as testemunhas ouvidas no Plenário estavam a ex-companheira e o pai de Carlos Eduardo Torres Galvão, que na ocasião trabalhava como segurança do restaurante e, segundo a denúncia do Ministério Público, foi contratado por Antonio Fernando para matar o empresário.

Ainda de acordo com a denúncia, depois de matar o dono do Rei do Bacalhau, Carlos Eduardo começou a extorquir Antonio Fernando, o que o levou a contratar outro matador para assassiná-lo. Uma sequência de assassinatos teria ocorrido depois, sempre a mando de Antonio Fernando, para encobrir o primeiro crime.

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