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Após liberação de barracões, cinco escolas trabalham a todo vapor

RIO - Com a volta ao trabalho autorizada pela Justiça — cinco das 13 escolas de samba do Grupo Especial foram liberadas e puderam reabrir seus barracões interditados pelo Ministério do Trabalho no último dia 19 —, carnavalescos estão adotando estratégias diferentes para tentar tirar o atraso dos preparativos rumo ao carnaval 2018. Vale tudo, na Cidade do Samba, desde produzir madrugada adentro até adotar dois turnos de trabalho. Estão nessa cadência Beija-Flor, Mangueira, Mocidade, Salgueiro e Vila Isabel. Outras oito escolas continuam com os barracões interditados.

A Beija-Flor dobrou seu efetivo para não comprometer seu planejamento, que é levar para a Sapucaí o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar. os filhos abandonados da pátria que os pariu”.

— Naturalmente há um atraso. Como tirar este atraso? Optamos por dobrar as equipes e fazer um quase plantão de dois turnos. Uma equipe vai até as 18h, e outra segue a partir deste horário — diz Cid Carvalho, da comissão de carnaval da Beija-Flor.

Com o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, em que debocha do corte da subvenção do prefeito Marcelo Crivella, a Mangueira apelou para a terceirização de barracões para desafogar a produção.

— A Mangueira tem ateliês terceirizados dentro da comunidade e em outros locais do Rio. A interdição atrapalhou apenas a produção das alegorias e das poucas roupas que são feitas na Cidade do Samba. Vai dar tudo certo, faremos um desfile maravilhoso — afirma Leandro Viera, carnavalesco que completará três anos à frente da escola.

O Salgueiro informou não ter sido muito prejudicado com a interdição, já que estava com a produção adiantada. O enredo da escola é “Senhoras do ventre do mundo”.

— O trabalho todo já estava adiantado — garante o carnavalesco Alexandre Couto.

As escolas que ainda aguardam a liberação do Ministério do Trabalho, como a Unidos da Tijuca, estão preocupadas com os prazos, principalmente para finalizar trabalhos que dependem de carpintaria e serralheria. A escola da Tijuca, que tem como enredo “Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, vai avançar um pouco mais no horário de expediente no barracão.

— Era para toda a parte estrutural já estar pronta este mês — reconhece o carnavalesco Marcus Paulo Oliveira.

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