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Motorista de caminhão é rendido a cem metros de blitz da Força Nacional de Segurança

RIO - Cerca de duas horas após o roubo do carreta com oito toneladas de pernil de porco ocorrido na Avenida Brasil, um outro caminhão foi roubado a cerca de cem metros de uma blitz da Força Nacional de Segurança, na Estrada Rio D'Ouro, na Pavuna, bem próximo ao acesso à Linha Vermelha, na Zona Norte do Rio. O motorista do caminhão Anderson Alex Monteiro, de 45 anos, da C-Trade, transportadora de alimentos, levava uma carga com cerca de uma tonelada para ser distribuída em restaurantes e pizzarias da Zona Sul. Ele e dois ajudantes, entre eles o sobrinho Marcelo Monteiro, de 28 anos, saíram do depósito, o Center 1000, passaram pela blitz ao lado do estabelecimento e logo à frente foram abordados por dois homens numa motocicleta.

- Trabalho há cinco anos na empresa e, apesar da onda de roubos de cargas, foi minha primeira vez. A moto encostou na porta do caminhão em movimento e bateu. Olhei para eles e mandaram que os seguíssemos. Fomos parar na Favela Furkim Mendes (no Jardim América) onde vimos pelo menos quatro homens com fuzis. Mandaram que esvaziássemos o caminhão. Estávamos tremendo de medo. Muito medo mesmo. Descarregamos a carga mais rapidamente do que a troca de um pneu de um carro de Fórmula 1. Por ironia, ainda apertaram nossas mãos e disseram que não iriam roubar nossos celulares por que somos trabalhadores. Disseram que só queriam a carga e nos mandaram ir embora - contou Anderson Monteiro.

A presença da Força Nacional de Segurança não é motivo de garantia de uma viagem tranquila, na opinião do motorista. Ele falou da ousadia dos bandidos em praticarem um roubo a pouca distância da blitz e disse achar que o modelo de policiamento feito pela Força Nacional de Segurança não está dando certo.

- Infelizmente não (acha que esteja correto). E eu já fui parado por eles e falado que não adiantava nada fazerem blitzes, ficarem num local parados e mais à frente, 100, 200, 300 metros os assaltos continuarem ocorrendo ali naquela área da Pavuna. É uma sensação terrível, muito terrível! Pensei que ia morrer ao chegar lá, num beco sem saída, cheio de carros desmanchados, vendo aquelas pessoas de fuzis na mão... Eu não me aguentava nem em pé - disse o Anderson Monteiro.

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