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Metade das mortes provocadas por operações policiais ocorreu em 13 favelas da cidade

RIO - Metade de todas as mortes provocadas por policiais durante confrontos no primeiro semestre do ano passado ocorreu em somente 13 favelas da cidade. Um levantamento baseado em dados da Polícia Civil revela quais são as comunidades onde houve maior letalidade: em primeiro lugar aparece o Complexo do Chapadão, com 35 casos; e, em seguida, o da Maré, com 13.

Foram analisados os endereços onde morreu cada uma das 260 vítimas de ações policiais no período. Desse total, 86% dos chamados autos de resistência ocorreram dentro de favelas - a maioria em confrontos entre policiais militares e traficantes. Das 13 comunidades que encabeçam o ranking, nove estão na Zona Norte, e o restante fica na Zona Oeste.

Cinco das 13 comunidades abrigam Unidades de Polícia Pacificadora - os complexos do Alemão e da Penha, a Cidade de Deus, a Vila Kennedy e o Jacarezinho. Foram registradas 78 autos de resistências em favelas com UPPs.

Ainda de acordo com o levantamento, 45% das pessoas que foram mortas tinham entre 18 e 24 anos de idade. Só uma delas era do sexo feminino: a adolescente Emanuelly dos Santos Soares, de 15 anos, baleada em abril na Vila Aliança, na Zona Oeste. E três quartos das vítimas são negras ou pardas.

Ontem, o jornal "Extra" mostrou que o risco de alguém ser morto a tiros em favelas é três vezes maior que nas demais áreas do Rio. Para fazer o cálculo, o economista e professor do Ibmec Gilberto Braga analisou 453 registros de homicídios provocados por armas de fogo que ocorreram no primeiro semestre deste ano.

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