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Melhorias na Sapucaí prometidas pela Riotur não passam de fantasia

RIO - O teste de luz e som do Sambódromo com os ensaios da Mocidade Independente de Padre Miguel e da Portela no último domingo serviu para mostrar que pouca coisa mudou na Passarela do Samba este ano. As melhorias prometidas em 2017 pelo presidente da Riotur, Marcelo Alves, não chegaram à Avenida. Entre elas, estavam o sistema digital de som e dez telões de alta definição, um em cada arquibancada. Somente a iluminação de LED foi instalada, mas apenas parcialmente: menos de 10% dos refletores foram trocados.

O compromisso com as melhorias foi firmado por Marcelo Alves assim que ele assumiu a presidência da empresa de turismo. Ele classificou os telões como imprescindíveis, chamou a iluminação da Sapucaí de "horrorosa para a transmissão e para o desfile", prometeu trocar as lâmpadas comuns pelas de LED e utilizar as antigas para iluminar o entorno. Somente 41 projetores do novo tipo foram instalados, enquanto 451 deles permanecem como eram. A nova promessa é que um repasse do governo federal viabilize a troca total ainda este ano.

Reparos nos banheiros e nos assentos também foram mencionados, mas O GLOBO encontrou problemas em pelo menos dois setores do Sambódromo. No Setor 4, o público não conseguia identificar quais eram os banheiros feminino e masculino, e as condições de limpeza estavam péssimas durante o ensaio de domingo.

No Setor 11, a falta de higiene se repetiu e foi somada a problemas hidráulicos. A Riotur afirmou que está fazendo reparos nos espelhos, nas louças e na tubulação dos sanitários, mas não soube especificar em quais setores.

Ainda segundo a empresa, a instalação dos telões ficou comprometida por causa de um impasse junto à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Uma empresa privada pagaria os equipamentos, mas não houve uma solução para a contrapartida de divulgação da marca na Sapucaí, já que o assunto compete à Liga e não à Riotur. A expectativa é que, no ano que vem, a questão seja resolvida com a inclusão dessa empresa como uma das patrocinadoras.

No único ensaio técnico da temporada, os problemas no som ficaram evidentes. Os cantores da Mocidade demoraram exatos 13 minutos para começarem a ouvir o retorno das próprias vozes. A verde e branca vai enviar reclamações sobre o episódio para a Liesa. Mesmo sem ter cumprido a promessa de digitalização do sistema de som da Avenida, a Riotur informou ontem que a operação dessa parte é de inteira responsabilidade da Liesa.

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