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Programa Operação Segurança Presente é mantida

RIO - Não há risco de a Operação Segurança Presente ser suspensa por falta de patrocínio. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira por Luiz Gastão Bittencourt, que assumiu em dezembro, como interventor, o comando do Sesc/Senac do Rio, que faz parte do Sistema Fecomércio e apoia o programa. O projeto foi implantado na Lagoa, no Aterro, no Méier e no Centro.

- O programa não vai sofrer solução de continuidade. Pode ser corrigido e ampliado em alguns pontos. Estamos avaliando. Mas a base atual será mantida - assegurou Bittencourt. - Já conversamos sobre o assunto com o governador Luiz Fernando Pezão e com o secretário de Governo (Affonso Monnerat).

Nos últimos dois anos, numa parceria com o governo do estado e a prefeitura (esta apenas no Centro), o Sistema Fecomércio investiu R$ 44 milhões na Segurança Presente.

O trabalho envolve 900 policiais nos quatro bairros. Segundo a Secretaria estadual de Governo, que coordena o projeto, até o último domingo, a operação já tinha registrado 6.050 prisões em flagrante por crimes como roubo, furto, posse de drogas e porte de arma de fogo.

Os agentes também prenderam 941 foragidos da Justiça, sendo 634 só no Centro. Durante as ações, 10.494 moradores de rua foram encaminhados a abrigos.

O projeto ajudou a conter os números da violência. Na Lagoa, por exemplo, de junho a outubro de 2017, não houve assalto a turista ou a ciclista. O número de roubos a pedestres, em ônibus e de celular também caiu em 34%, segundo indicadores estratégicos de criminalidade, medidos pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) da Secretaria de Segurança.

A Operação Segurança Presente foi inspirada no projeto Lapa Presente, criado em janeiro de 2014 e mantido pelo estado. Em dezembro de 2015, o programa chegou ao Aterro, ao Méier e à Lagoa. Com recursos da prefeitura e do Sistema Fecomércio, em julho de 2016 foi implantado no Centro.

No início de janeiro, Bittencourt disse que iria analisar com profundidade o programa e, então, decidir sobre o seu futuro. Sob suspeita de irregularidades administrativas, a direção do Sesc e do Senac no Rio foi afastada por decisão da Justiça, a pedido da Confederação Nacional do Comércio.

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