A baleia jubarte encalhada desde o fim da tarde de quinta-feira na localidade do Saco do Pompeba, perto da Restinga de Marambaia, na Baía de Sepetiba, não é o mesmo animal que passou 24 horas na Praia Rasa, em Búzios, até conseguir voltar ao mar. A informação é do biólogo Leonardo Flach, da Associação Noel Rosa (de conservação de golfinhos e cetáceos) e do Instituto Boto Cinza. Segundo Flach, a jubarte de Sepetiba é jovem: tem em torno de dez metros, enquanto um adulto normal alcança entre 15 e 16 metros. Ainda de acordo com o biólogo, não daria tempo para o deslocamento, já que o animal de Búzios conseguiu se soltar por volta das 16h, enquanto o de Sepetiba encalhou entre 17h e 18h do mesmo dia.
— Nesse período, as jubartes que foram reproduzir em Abrolhos descem para se alimentar na Antártica. Vão margeando a costa — explica o biólogo. — É possível que outras baleias encalhem e que isso aumente a cada ano. A população de jubartes que frequentam o Brasil aumentou muito. Cresce, em média, 12% ao ano. Na década de 80, 90 havia de mil a dois mil indivíduos. Hoje, eles já são 16 mil, 17 mil.
Flach explica que a baleia pode encalhar por algumas razões:
— O animal pode estar desorientado, doente, ter sido atropelado por uma embarcação, cair numa rede de pescador. Os mais jovens podem também não saberem se desviar de bancos de areia.




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