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Reconstrução de alojamento da UFRJ vira disputa

RIO - A reconstrução do alojamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj), destruído por um incêndio no início do mês, virou objeto de disputa. Apesar de o Ministério da Educação ter anunciado, na quinta-feira, a liberação de R$ 2,3 milhões para a Ufrj reconstruir o prédio, o assunto ainda será discutido com a Prefeitura do Rio e o próprio ministério. É que no início da semana o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, também havia anunciado a intenção de ajudar na reconstrução no mesmo alojamento. Crivella chegou a discutir a questão com o reitor da UFRJ, Roberto Leher. A universidade calcula que serão necessários cerca de R$ 11 milhões para reconstruir.

Segundo informou a Ufrj, o dinheiro do ministério é muito bem-vindo, mas será usado para outro projeto que também beneficiará os estudantes: a construção de um residencial estudantil, com capacidade para 160 vagas, que será erguido em módulos no campus. A universidade também revelou, que o acordo com a Prefeitura do Rio está mantido, embora ainda não tenha um termo de cooperação acertado, como valores e cronograma da parceria. A Ufrj lembrou que o encontro serviu de primeiro passo, uma conversar inicial.

Para reconstruir o alojamento destruído pelo início no início do mês, a universidade calcula que serão necessários cerca de R$ 11 milhões. Os recursos saíram dos cofres da Prefeitura do Rio.

Na nota que divulgou na quinta-feira, o Ministério da Educação anunciava a liberação dos recursos por meio de empenho extra para a universidade. Segundo a pasta, a liberação é de caráter emergencial e ocorreu para socorrer a universidade depois do incêndio. Na madrugada do dia 2 de agosto, houve um incêndio em um dos blocos de alojamento da UFRJ com capacidade para 250 estudantes. Durante o incêndio, um aluno fraturou a perna ao tentar sair do local e outras três pessoas tiveram ferimentos leves ou inalaram fumaça. Outros 35 perderam bens como roupas e materiais básicos de estudo.

No mesmo dia do incêndio, a universidade entrou em contato com o MEC informando a situação e solicitando apoio. Segundo o MEC revelou nesta quinta-feira, após avaliar a situação, o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Barone, decidiram prestar apoio à universidade por meio da liberação de recursos extras.

Já o acordo da Prefeitura do Rio e a universidade prevê o repasse de recursos do município. Em troca, a UFRJ ficou de oferecer cursos de capacitação a professores da rede municipal. Ainda na reunião, realizada na sede da prefeitura, Leher e Crivella discutiram a possibilidade de até de ampliação do alojamento universitário. Embora nenhum acordo do tipo tenha sido oficializado, Leher cogita que o crescimento da moradia poderia contar com apoio da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades.

Segundo a UFRJ, o fogo atingiu a ala B do alojamento mais antigo da Cidade Universitária (com cerca de 50 anos), e se alastrou para outros oito apartamentos. A Residência Estudantil fica a poucos metros de uma unidade do Corpo de Bombeiros, que atuou com 16 veículos e fez os trabalhos de rescaldo. A parte atingida por um incêndio nunca passou, segundo a UFRJ, por uma reforma de infraestrutura. O prédio permanece interditado.

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