RIO - Vendedores de braços cruzados diante de lojas sem clientes e placas de "aluga-se" e "vende-se" penduradas nos portões de imóveis fechados. Trata-se de um retrato da crise que não poupa nem aquele que é considerado o maior centro de comércio popular da América Latina, a Saara (Sociedade dos Amigos da Rua da Alfândega e Adjacências), formado por um conjunto de 11 ruas e 650 estabelecimentos. Mas, além do desemprego em alta no Rio, quem trabalha no local aponta uma outra razão para o problema: a concorrência desleal. Calçadas da região estão lotadas de camelôs irregulares, beneficiados pela falta de fiscalização.
- Eles (os ambulantes) não pagam impostos nem salários - reclama Isabel Cavalcante, de 45 anos, dona de uma ótica na Rua dos Andradas.




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