A confirmação da primeira morte em decorrência da febre amarela em Casimiro de Abreu assustou os moradores da cidade, especialmente na zona rural. O posto de saúde Pai João, uma das 12 unidades de saúde que começaram nesta a campanha de vacinação nesta quarta-feira, a procura é grande. O GLOBO esteve na unidade de saúde, que fica na localidade do Córrego da Luz, onde mora a família pedreiro Watila Santos, de 38 anos, que morreu no último sábado com a doença. Às 14h, cerca de 30 pessoas aguardavam para a imunização.
De acordo com funcionários do posto, cem doses foram aplicadas na parte da manhã. Um outro lote, com mais cem doses, foi enviado para a unidade para a vacinação. Entre os habitantes, o medo é grande.
- Estou muito preocupada. Tenho um sobrinho que está com dengue. Moro aqui no Córrego da Luz e tem muito mosquito. Estamos passando repelente o tempo todo, mas é caro. Eu coloco remédio na casa toda pra espantar os mosquitos. Trouxe meus três filhos (de 18, 19 e 23) e os meus três netos (de 1, 3 e 5 anos) para tomarem a vacina logo. É melhor estar protegido - afirma Sandra Aparecida, de 42 anos.
Já Tamara Farias, de 26 anos, correu para o posto de saúde porque, segundo ela, a proteção do repelente não é duradoura:
- Eu estou fechando a casa para evitar entrar mosquitos, passo repelente e óleo, tudo o que dá. O pior é que o repelente é caro e não resolve pra sempre. Trouxe meus dois filhos, de 6 e 8 anos pra tomar a vacina logo.
Apesar do calendário estabelecido pelo município, o posto de saúde Pai João, na zona rural, também está vacinando os adultos pela procura. A unidade fica na localidade do Córrego da Luz, região onde mora a família de Watila Santos, de 38 anos. A campanha de vacinação começou nesta quarta-feira. O planejamento da prefeitura estabeleceu que as crianças entre 9 meses e até 15 anos serão vacinadas até o dia 22. Depois, do dia 23 de março até o dia 5 de abril, serão vacinadas as pessoas entre 16 e 60 anos.



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