RIO - O Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio) afirmou que 60 escolas particulares estão com as atividades paralisadas nesta quarta-feira, sendo boa parte dessas instituições localizadas na Zona Sul da cidade. Segundo a entidade, o município do Rio tem cerca de 2 mil escolas particulares, o que representa uma adesão de 3%. O protesto é contra as reformas trabalhista e da Previdência, além de outras medidas do governo federal. Até o início da tarde, um novo balanço de instituições que aderiram será divulgado pelo sindicato.
A paralisação desta quarta-feira é resultado de uma convocação nacional feita por entidades sindicais e profissionais do país. Na área de educação, estão listadas reivindicações como críticas à reforma do ensino médio e o movimento Escola Sem Partido. Vários atos serão realizados durante o dia.
Entre as escolas que estão total ou parcialmente afetadas, estão: Colégio São Vicente de Paulo, no Cosme Velho; Colégio Teresiano, na Gávea; Colégio Andrews, no Humaitá; Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat), em Santa Teresa; Colégio Franco Brasileiro e Edem, em Laranjeiras; Colégio Santo Inácio e Escola Sá Pereira, em Botafogo; Escola Oga Mitá, com unidades na Tijuca e em Vila Isabel; Escola Parque, na Gávea e na Barra da Tijuca; Centro Educacional de Niterói (CEN); Santo Agostinho, unidade do Leblon; e todas as unidades do Colégio De A a Z.
Na rede pública de ensino, a adesão também é grande, segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ). Também nas universidades a orientação é parar na quarta-feira, segundo a Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). Segundo o primeiro secretário da associação, Jacó Paiva, as propostas de reforma previdenciária e trabalhista representam um recuo histórico em direitos do trabalhador.
A Escola Edem informou, por meio de nota oficial, que a instituição “não pode deixar de se posicionar em repúdio a proposta de Reforma da Previdência Social (PEC 287/2016)”. “Entendemos que como parte dessa instituição de ensino, que tem um projeto pedagógico voltado para a formação de um cidadão atuante e agente de seu tempo, seja imprescindível juntarmo-nos à equipe de professores e aos trabalhadores brasileiros, num ato político, aderindo à paralisação do próximo dia 15/03/2017”.
O Colégio São Vicente de Paulo também enviou uma circular aos pais de seus estudantes. "Nós, educadores do Colégio São Vicente de Paulo, vemos a proposta de emenda da Constituição (PEC 287/2016) como um retrocesso em relação aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Portanto, por não aceitarmos a perda desses direitos, acolhemos a orientação de paralisação ao longo do dia 15 de março (quarta-feira), proposta pelo Sinpro-Rio".
Em seu site, o Colégio Santo Inácio divulgou, na última terça-feira, a carta enviada aos pais pela direção. A circular diz que a suspensão das aulas no dia 15 "está fundada nos acontecimentos que mobilizarão e paralisarão a vida nacional em torno da discussão de matérias legislativas sensíveis aos profissionais que operam na área da educação, com a adesão já anunciada de outros setores da sociedade, notadamente os de transporte e serviços públicos". O documento diz ainda que a decisão acompanha a iniciativa nacional e "transmite segurança às famílias e previne eventuais transtornos e sobressaltos ao cotidiano familiar e escolar".



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