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“Achei que ia morrer naquele momento”

RIO — Moradoda da Baixada Fluminense, X, de 58 anos, estava chegando ao trabalho, num condomínio na Rua Prudente de Moraes em Ipanema, Zona Sul, na terça-feira, por volta das 7h30m, quando foi atacada pelas costas por bandidos. Quatro homens a abordaram com violência e levaram todos seus pertences. Um deles a agrediu com uma gravata por trás. Nesta quarta-feira, ela ainda não conseguia tirar da cabeça os minutos de terror.

— Achei que ia morrer naquele momento. Não dormi, nem comi direito. Foi uma covardia o que fizeram comigo. Porque não me pediram para entregar a bolsa? Não precisava ter me agredido daquela maneira. — desabafou X, que não quer ter seu nome revelado.

Ela conta que trabalha como doméstica no edifício há três anos e que nunca a rua estava deserta na hora do assalto.

— Eu estava chegando e nem vi. O porteiro contou que eles estavam do outro lado e vieram me seguindo, atravessaram a rua e me acompanharam. Eu estava com uma sacola com pão, roupas e objetos meus e uma outra bolsa com celular, carteira e minhas coisas. Levaram esta, que estava com celular. Roubaram também um cordãozinho de ouro e um relógio que eu tinha ganhado de presente no meu aniversário. Fiquei triste porque foram presentes da minhas filhas, que compraram com sacrifício. O celular ainda estou pagando, faltam cinco prestações — lamentou ela, que também perdeu Riocard, cartões e um creme importado dos EUA que ela também ainda está pagando — Foi embora meu creme!

Na momento em que foi abordada, ela não teve nem forças para gritar:

— Nem voz saiu. Não consegui falar nada, nem tive forças para pedir para soltarem minha bolsa. Eles me engravataram com violência — diz ela, que foi assaltada em Ipanema há seis anos, por um rapaz de bicleta que arrancou seu cordão e, mais recentemente, perto de casa, na Baixada.

Nesta quarta-feira, ela passou o dia contando a historia do assalto para vizinhos e para a jornalistas. Confessa que está com medo de sair de casa para trabalhar.

— Só quero que eles sejam presos para não fazerem isso com mais ninguém. Depois do assalto, eu ainda fui pela rua vendo se eles tinham jogado minha bolsa fora.Queria minhas coisas, minha bolsa — diz ela, que fez o registro do roubo na delegacia de Ipanema.

O crime teve repercussão nas redes sociais. Um dos vizinhos de X compartilhou as imagens da câmera de segurança do prédio, que mostram a doméstica sendo agredida por quatro homens, sua bolsa caindo e o momento em que ela ainda se abaixa para tentar pegar o pão que havia caído de uma das sacolas. Ela entrou no prédio ainda meio atordoada.

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