"Alckmin praticamente está certo da história de vice com o Lula. E eu diria que, com relação ao partido, 99% de chance dele estar no PSB. É o desejo dele", afirmou o ex-governador em entrevista à BandNews TV. Segundo ele, a aliança é um aceno do ex-presidente para "outro público". "Você escolhe coligação a fim de trazer um público que não é exatamente o seu, falar com para outro público, e é isso que eu imagino que também passe pela cabeça do Lula", disse.
A filiação do ex-tucano no PSB deverá ocorrer em março, de acordo com França. Ele explica que a janela para filiação partidária se encerra no dia 1º de abril, enquanto as federações partidárias podem ser formalizadas até 31 de maio. Isso impede que Alckmin espere o acordo final entre PSB e PT, que discutem a formação de uma federação.
Atualmente, discordâncias de nível estadual são um dos principais empecilhos para o acordo entre as siglas. No último sábado, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), recebeu o pré-candidato à presidência Sérgio Moro (Podemos), o que gerou um "mal-estar" entre a cúpula petista. Já em São Paulo, o PT pretende lançar Haddad ao Palácio dos Bandeirantes, enquanto o PSB não pretende abrir mão da candidatura de França.
Para definir quem será candidato em São Paulo, França citou um pré-acordo entre PT e PSB. Segundo ele, os partidos terão "prerrogativa de indicação" nos estados que já governam - Rio Grande no Norte, Bahia, Piauí e Ceará, no caso do PT; Espírito Santo, Maranhão e Pernambuco, no caso do PSB. Nos estados onde os partidos não chegarem a um consenso, será realizada uma pesquisa entre maio e junho.
"Eu suponho que posso ser competitivo. E o Haddad disputou a presidência da república, é um nome famoso, uma pessoa de muita confiança do presidente Lula, tem muitos méritos, ele também quer ser. Então ficou combinado de se fazer uma pesquisa em maio, junho, e quem tiver melhor situado terá preferência na escolha. Parece que é uma escolha justa, coloca todos em pé de igualdade", afirmou França.
O pessebista acredita que o governador de São Paulo João Doria (PSDB) deverá abandonar a pré-candidatura à presidência e disputar a reeleição, o que dificultaria o pleito. "É a cara dele recuar para disputar o governo, os números dele nacionais são muito ruins", avaliou.


