Início Política Com Márcio França ainda tentando candidatura em SP, número 2 do MDIC vira ministro
Política

Com Márcio França ainda tentando candidatura em SP, número 2 do MDIC vira ministro

Estadão

Com a decisão de Márcio França (PSB) de deixar o governo Lula, foi nomeado, na tarde desta sexta-feira, 3, o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). França era cotado para assumir essa pasta no lugar de Geraldo Alckmin (PSB), que acumulou o ministério com a Vice-Presidência.

Como decidiu não permanecer ministro de nenhuma pasta, foi nomeado para o MDIC Márcio Elias Rosa, que foi secretário-executivo desde 2023. Com conhecimento da máquina pública, Márcio Elias também trabalhou com Alckmin no governo de São Paulo, tendo sido secretário de Justiça do Estado entre 2016 e 2018. Lula deixou claro que a ideia era priorizar os "número 2" das pastas nesta reforma ministerial que ocorre perto das eleições.

O então secretário-executivo do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Francisco Tadeu Barbosa de Alencar, foi nomeado para chefiar a pasta na mesma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada na tarde desta sexta.

Na quinta, 2, França foi exonerado do Ministério Empreendedorismo e anunciou que irá se concentrar na eleição deste ano em São Paulo. Ele busca se lançar ao Senado ou mesmo a vice na chapa de Fernando Haddad (SP) ao governo do Estado. No texto, França relatou que a decisão foi tomada em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a tarde da mesma quinta.

Ex-governador de São Paulo, França tomou posse no Ministério do Empreendedorismo em setembro de 2023, como um nome do PSB. Antes, ele chefiava o Ministério de Portos e Aeroportos, mas foi substituído por um nome do Republicanos, Silvio Costa Filho, para ampliar o espaço do Centrão no governo. A pasta do Empreendedorismo foi criada especialmente para acomodar França no governo, já que ele ficaria sem cargo - a lei que criou o ministério foi sancionada em 2024, após aprovação da medida provisória (MP) que o instituiu.

Como mostrado pela Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, foram exonerados nesta semana 16 ministros de Estado que estudam candidatura nas eleições de outubro. Segundo a legislação eleitoral, quem ocupa um cargo público e planeja colocar seu nome nas urnas precisa deixar o posto seis meses antes do pleito, prazo que vence neste sábado, 4 de abril.

França ainda não tem lugar nas eleições

A opção prioritária de França é uma candidatura ao governo do Estado, apoiando Haddad em eventual segundo turno. Ele também manifesta o desejo de se lançar ao Senado, mesmo com o PSB já tendo a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet como pré-candidata, com a bênção do presidente. Tebet se filiou na semana passada, depois de quase duas décadas no MDB.

Mas os planos de França vão de encontro aos de Lula. Desejando ter um palanque forte em São Paulo e conseguir aliados no Senado para um eventual quarto mandato, o presidente quer que Haddad seja candidato ao governo e que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ocupe a segunda vaga da chapa governista que vai brigar pelo Senado. Marina, inclusive, está de saída da Rede e ainda negocia sua filiação ao PT, partido do qual já fez parte.

Por outro lado, França dispensa se candidatar à Câmara dos Deputados. Aliados do ministro afirmam que ele é uma liderança forte no Estado, com trânsito no interior e entre o Centro e com possibilidade de se infiltrar no eleitorado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?