"Vamos ganhar essa porra dessa eleição. Vamos ganhar essas eleições aqui para a gente poder mudar a história", disse o ex-presidente, durante encontro com artistas, em Brasília.
Antes, Lula havia observado que era preciso recuperar o orçamento para reconstruir o País. "Se tem dinheiro para a podridão do orçamento secreto, porque não faz orçamento público, à luz do dia, para que o povo conheça para onde vai seu dinheiro? Eu vou tentar, se voltar à Presidência da República, fazer o orçamento participativo a nível nacional", destacou o petista.
Quando era presidente, Lula enfrentou o escândalo do mensalão, que consistia na compra de apoio parlamentar. "Não sei se vai ser fácil, mas a gente vai ter que construir aplicativo para que (...), depois de fazer no Planejamento o modelo de orçamento, possa espraiar para as pessoas dizerem o que querem para esse País", insistiu ele. Hoje, a pasta do Planejamento está sob o guarda-chuva do Ministério da Economia.
Diante de uma plateia composta por apoiadores, Lula afirmou que a Comissão do Orçamento é "famosa desde quando prenderam os sete anões". "E não mudou nada", observou o ex-presidente, numa referência ao escândalo do Anões do Orçamento nos anos 90. "Vou governar para todos, mas prioritariamente para o povo pobre. Vamos fazer uma pequena revolução nesse País, a gente não vai dar um tiro, a gente não vai ficar bravo ou gritando com ninguém. A gente vai com muita paz", disse Lula, que voltou a pedir aos militantes para não responderem a provocações de bolsonaristas.
A preocupação com segurança foi manifestada após o assassinato do guarda municipal petista Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, pelo policial bolsonarista Jorge Guaranho. Aos artistas, Lula prometeu recriar o Ministério da Cultura e criticou municípios que contratam famosos para shows. "Prefeitos gastam fortunas fazendo shows com artistas que cobram até R$ 1 milhão e 200 para fazer um show e não é capaz de gastar 30 reais com um grupo de teatro local, com um grupo de música local", afirmou. Como mostrou o Estadão, pequenas cidades - algumas delas sem saneamento básico - investiram milhões em shows de cantores, a maioria sertanejos, neste ano eleitoral.



Aviso