Os pré-candidatos a presidente Aldo Rebelo e Renan Santos discordaram neste sábado, 23, em relação à receita a ser seguida pelo País para conter o avanço da dívida pública. Aldo defendeu um ajuste via aumento da base tributária, enquanto Renan entende que o caminho é cortar gastos.
Segundo Aldo, é possível cortar despesas porque o "desperdício é grande", mas, o ajuste tem que ser feito, principalmente, pela expansão da receita, ampliando a base da arrecadação sem elevar impostos.
"O ajuste tem que ser aumentando a base da arrecadação. Se o País passar a crescer 4% por ano, a curva de juros vai ficar pra baixo. Se o país passar a crescer 4% por ano, a relação dívida/PIB vai ficar pra baixo. E aí você pode reduzir inclusive a carga tributária", afirmou Aldo durante painel de pré-candidatos no fórum da Esfera.
Aldo segue se apresentando como pré-candidato, embora a direção nacional do Democracia Cristã (DC) tenha decidido expulsá-lo do partido em caráter sumário, na esteira de um racha interno envolvendo a definição da candidatura ao Planalto.
No mesmo painel, Renan Santos, do recém-criado partido Missão, discordou de Aldo, defendendo a redução dos gastos a partir de medidas como a desindexação da aposentadoria e do benefício de prestação continuada. Hoje, os benefícios são vinculados ao salário mínimo, cujo reajuste supera a inflação.
"O ajuste mais duradouro é sempre o ajuste no campo da despesa, que é o que nós vamos fazer", prometeu Renan, acrescentando que o fim de gatilhos automáticos nos reajustes de benefícios trariam um "choque de credibilidade", melhorando o ambiente para a atração de investimentos.
*Os repórteres viajaram a convite da Esfera Brasil.



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