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Líder de facção ordenou morte pedreiro por denunciar crimes em Manaus, diz polícia

Líder de facção ordenou morte pedreiro por denunciar crimes em Manaus, diz polícia
Líder de facção ordenou morte pedreiro por denunciar crimes em Manaus, diz polícia

Manaus/AM – A polícia deu detalhes nesta quarta-feira (3), sobre a prisão de Ricardo Teixeira de Araújo, 34, o “Kakati”, apontado como líder de um grupo criminoso que executava pessoas no bairro Petrópolis, na zona Sul, como forma de intimidar os moradores.

De acordo como delegado Ricardo Cunha, Kakati é responsável não só pelo assassinato do barbeiro Jackson de Moura Fernandes, 27, que se recusou a vender drogas para ele, como também de outro morador do bairro, identificado como Elcir Mário Ferreira.

Elcir Mário Ferreira, tinha 46 anos, e foi morto a tiros no dia 8 de junho de 2021, na rua Rio Amazonas, beco Tapajós, bairro Petrópolis, enquanto estava a caminho da padaria.

A motivação do crime foi a descoberta de que Elcir fazia denúncias contra os membros da organização criminosa.

“Elcir era um pedreiro que morava no bairro e ele foi apontado pelo grupo criminoso como delator. Dias antes d morte de Elcir, a polícia fez uma operação na área e deu um grande prejuízo ao tráfico de drogas para esse grupo. E surgiu um boato na comunidade de que o Elcir teria denunciado”, destaca o delegado.

No caso do barbeiro Jackson, o homem já havia traficado em uma época da vida, mas decidiu abandonar a vida do crime e trabalhava honestamente antes do assassinato e por essa razão, ele teve a morte decretada.

Foto: Jander Robson / Portal do Holanda

Nesse caso, Jackson morreu porque Kakati queria que ele voltasse a comercializar drogas, dessa vez usando a barbearia como ponto de venda:

“ Ele se recusou e por isso, também teve sua morte decretada. No dia 24 de dezembro, véspera de Natal, pessoas ligadas ao Kakate vão à sua casa e pedem que ele se desloque imediatamente à uma escadaria nesse beco, que Kakati estaria esperando por ele. Jackson presumiu que iria morrer e se despediu dos pais e não foi diferente, ele foi alvejado na frente de várias pessoas”, disse Ricardo.

Após os crimes, Kakati passou uma temporada no município de Barreirinha e foi preso nessa terça-feira (2), dentro de um barco, ao retornar para Manaus.

Além de Kakati, outo membro do grupo já tinha sido preso pela morto de Jackson. Na delegacia, Ricardo contou que ordenou um "corretivo em Elcir", mas que não encomendou a morte dele. A polícia, porém, afirma que tem provas não só das ordens, como da participação direta dele e nesses crimes.

As investigações devem continuar para identificar ainda outros homicídios que possam ter sido cometidos pelos suspeitos.

 

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