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Governador no Porto e prefeito no rádio

Num dia de aparente calmaria nas movimentações próprias de ano eleitoral, o governador Wilson Lima (União Brasil) e o prefeito David Almeida (Avante) estiveram em locais diferentes, onde cumpriram agenda de trabalho, nesta quarta-feira 3.

O primeiro esteve no Porto de Manaus, onde entregou equipamentos para reforçar o trabalho das forças de segurança do estado e depois concedeu entrevista coletiva à imprensa.

O segundo foi entrevistado na rádio BandNews FM Difusora, quando fez uma espécie de prestação de contas do seu mandato na prefeitura, inclusive citando realizações de obras pela cidade, em 2023. 

Conforme noticiado nos veículos de comunicação, Wilson Lima entregou a nova Base Arpão 2, “com tecnologia de monitoramento de ponta”, além de viaturas e equipamentos de proteção individual ao Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.

A chamada Base Fluvial Arpão 2 é uma unidade flutuante, com capacidade para alojar 60 agentes de segurança e funcionará como uma delegacia, na calha do rio Negro.

Quanto a frota de 15 viaturas para o Corpo de Bombeiros, faz parte de ações planejadas para combater incêndio “no verão amazônico de 2024”. Ao anunciar também o início da Operação Impacto para esta quinta-feira 4, Wilson Lima disse que o objetivo é “sufocar o crime”. 

“Essa primeira ação do ano do governo é literalmente uma ação de impacto para que mais uma vez a gente possa continuar sufocando o tráfico, para que a gente possa continuar sufocando o crime“, declarou o governador, que até aqui vem mantendo uma parceria administrativa com o prefeito de Manaus. Já a parceria político-eleitoral, inicialmente esperada, vai depender dos conhecidos arranjos. Ou das circunstâncias. Exemplo: durante a coletiva no Porto de Manaus, um possível adversário de David Almeida estava ao lado do governador, sob os holofotes. Trata-se do presidente da Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas), Roberto Cidade, do União Brasil, mesmo partido de Wilson Lima (não fosse proibido, poder-se-ia dizer: “Cidade é candidatíssimo”). 

NÃO TEVE SOBRA DO FUNDEB


Durante a entrevista na BandNews, David Almeida demonstrou desenvoltura para falar de sua atuação na prefeitura de Manaus. Não apenas citou várias obras realizadas, mas também os custos.

E ao ser questionado, justificou o não pagamento do abono oriundo do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação). Na verdade, apenas reafirmou declarações feitas anteriormente, a exemplo de dezembro de 2023.

Ele explicou que 2023 “foi ano atípico”, com redução da receita do Fundeb em relação ao ano anterior. Por isso não houve sobra de recursos para repassar aos servidores da Educação. E garantiu que outras prefeituras também não pagaram o abono. 


TCE DEU PRAZO

Além da reclamação dos servidores da Educação, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) quer explicações da prefeitura, para o não pagamento do abono. O Ministério Público de Contas suspeita de irregularidades na gestão dos recursos do Fundeb e ingressou com uma representação no TCE.

A Secretaria Municipal de Educação tem até esta sexta-feira 5, para prestar informações. David Almeida, ex-deputado estadual, foi presidente da Aleam, governador-interino (depois da cassação de José Melo e do vice Henrique Oliveira) e está na disputa para o segundo mandato na prefeitura. Até aqui, aparece em primeiro lugar nas pesquisas. Especula-se que deve receber apoio do senador Eduardo Braga (MDB), cujo mandato só termina em janeiro de 2027.

Ainda é cedo para ter ao menos um rascunho sobre a eleição de outubro, que é uma preparação para 2026. Mas talvez seja muito importante acompanhar tudo bem de perto. A Coluna sugere, mais uma vez, que a Redação dê mais atenção ao atual momento da política baré.

Ninguém ainda deve ter esquecido da fumaça que atingiu Manaus durante vários meses, do calor quase insuportável, da seca que esvaziou rios, trazendo consequências ainda não totalmente resolvidas para uma parte da população. Ainda tem a polarização política nacional, com reflexos por aqui. “Mostrar” os candidatos é preciso. Quanto mais informação, melhor para o eleitor. Essencial para a democracia.


Enfim, pauta importante é que não falta.

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