Dilma procura nome para substituir Braga na liderança no Senado

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17/06/2012 8h53 — em Manaus

De acordo com o jornal O Globo, que cita fontes do Palácio do Planalto,  o senador Eduardo Braga(PMDB-Am) procura uma saída honrosa para justificar  o afastamento, já decidido pela presidente Dilma Rousseff, da liderança do governo do Senado.
 


"Interlocutores do PMDB dizem que a candidatura ( a Prefeitura de Manaus) , com a consequente renúncia à liderança, seria uma saída honrosa para Braga, que não conseguiu se viabilizar como líder no trato diário com os senadores. Além disso, ele se desgastou muito com a Dilma como relator da polêmica medida provisória 568, que, por erro, reduzia o salário de médicos de instituições federais.

— Eduardo Braga chegou brigando e trombando com todo mundo, mas virou um líder sem tropa. Há três meses, a presidente Dilma está sem interlocutor no Senado. Quem tem tropa aqui é o Walter Pinheiro, o Renan, o Gim Argello e o Sarney — diz um aliado.

O nome mais lembrado, dentro do grupo de Renan/Sarney/Gim é justamente o do ex-líder Romero Jucá, que tem mantido um comportamento discreto desde que deixou o cargo, mas ativo no trabalho das comissões e plenário como relator de projetos, inclusive os de interesse do governo. O grupo até sugere que Dilma poderia recuar e chamá-lo de volta. Ainda que a presidente não faça isso, eles avisam que um novo líder tem que passar pelo crivo do grupo.

— Nome do PT não passa, não! Dilma terá que consultar a gente, porque, se colocar outro sem interlocução, não adianta nada. Tem que consultar os três que comandam a base, mais o Sarney. O Jucá é o único grande nome com esse perfil. Um recuo da presidente seria inteligente. Teria tido CPI se o líder fosse Romero? Jamais! Mas também não sei se agora ele vai querer — diz um desses três líderes no Senado.

Eduardo Braga já vinha desgastado desde que resolveu enfrentar esses líderes, e acabou se isolando. A pá de cal foi o caso da “MP dos médicos”. Desesperado por uma saída diante de uma greve nacional de médicos, ele acabou trombando com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e do Planejamento, Miriam Belchior.

— O que fizeram com essa MP foi uma covardia! O problema é que o Eduardo Braga era acostumado a mandar como governador e, como líder, isso não funciona — avaliou outro líder do Senado", conclui o jornal.

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