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"Infeliz"

Arthur é favorável a não quebrar diálogo com Paulo Guedes sobre a ZFM

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Foto: Alex Pazuello/Semcom

Manaus/AM - Em mais um artigo publicado no Facebook, nesta sexta-feira (19), defendendo a Zona Franca deManaus (ZFM), o prefeito Arthur Virgílio Neto voltou a rebater as declarações que considerou “infelizes” do ministro da Economia, Paulo Guedes, e disse que o Polo Industrial não pode ser tratado como um estorvo.

Arthur argumentou que é favorável a não se quebrar o diálogo com o ministro e que é preciso levá-lo a entender o conjunto de razões, com base real e sólida, para defender o Polo Industrial de Manaus. “As críticas, quase acusatórias, bem ao invés, empíricas e insustentáveis, não se sustentariam num debate que, aliás, precisa acontecer logo, na frente do Brasil inteiro”, desafiou o prefeito.

Durante entrevista para a GloboNews na última quarta-feira, 17, Guedes disse que o País não pode ser impedido de reduzir e simplificar a tributação para os demais Estados, “algo inevitável”, em função somente da manutenção da ZFM, e ainda desconsiderou ser perpétuo, mesmo com a garantia constitucional. O ministro disse que o governo federal não vai “ferrar ou desarrumar o Brasil para manter vantagens para Manaus”, disparou.

Para o prefeito de Manaus, que tem constantemente chamado a atenção para os riscos sociais e ambientais que o fim do modelo econômico que sustenta a Amazônia brasileira em pé pode acarretar, alertou que “o mundo não toleraria uma governança irresponsável e que induzisse ao desmatamento da cobertura florestal que cobre o Amazonas. O Brasil perderia densidade política, haveria uma crise diplomática intensa e um certo nervosismo militar internacional”, escreveu no artigo.

Arthur disse, ainda, que Guedes foi extremamente infeliz ao se referir ao Polo Industrial de Manaus. “O ministro não se mostrou preocupado com o destino de mais de quatro milhões de habitantes do Amazonas que, com o eventual fim da Zona Franca, não teriam nenhuma alternativa de curtíssimo prazo para sobreviver. E nem pareceu informado do caráter estratégico e do fantástico potencial econômico de uma região que é terra Brasil, mas é também de agudo interesse planetário” ressaltou.

O prefeito reforçou que a Zona Franca, que erigiu um forte parque industrial, gera 500 mil empregos diretos e indiretos e mantém a floresta em pé. “Não pode ser tratada como se fosse um estorvo. Ao contrário, deveria receber investimentos significativos em sua infraestrutura de telefonia celular e de internet, além da construção de portos, aeroportos e da estruturação de hidrovias, a começar pela do rio Madeira”, defendeu Arthur.

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