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Proibição de barragens no Rio Araguaia aprovada pela Comissão da Amazônia

Proibição de barragens no Rio Araguaia aprovada pela Comissão da Amazônia
Proibição de barragens no Rio Araguaia aprovada pela Comissão da Amazônia

 

A proibição da construção de barragens, comportas ou eclusas no rio Araguaia, que faz a divisa entre quatro estados (Goiás, Mato Grosso, em um trecho, e de Tocantins e Pará, de outro), foi aprovada na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados, em Brasília.

O texto, proposto no Projeto de Lei nº 988/22, determina ainda a proibição do alargamento de canais que possa alterar o curso natural ou interferir na calha principal do rio, cuja relatoria foi da deputada Dilvanda Faro (PT-PA), foi aprovado após promover ajustes.

O Araguaia delimita a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal, o Parque Nacional do Araguaia e a Terra Indígena Parque do Araguaia”, destacou Dilvanda Faro.

Um item importante destacado pela parlamentar é que o Araguaia preserva um dos mais extensos trechos de rio sem barramento no País, fato relevante para a navegação e a fauna aquática.

A relatora exclui as sanções nos casos de eventuais descumprimentos da futura norma, sob a justificativa de que as penalidades estão  regulamentadas na Lei de Crimes Ambientais.

O projeto, no entanto, permite a construção de usinas hidrelétricas, desde que sejam cumpridos certos requisitos, visando a preservação ambiental, o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento do turismo e a valorização do patrimônio cultural.

O projeto é de autoria da a ex-senadora Kátia Abreu (TO), sob a justificativa de disse que barragens e eclusas prejudicariam a região, impactando a fauna e a flora, que dependem do rio, e desalojaria milhares de pequenos e médios produtores rurais.

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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