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Líder supremo do Irã culpa presença dos EUA por guerras no Oriente Médio

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira (2) que a raiz dos problemas no Oriente Médio, como guerras e "hostilidades", está na presença dos Estados Unidos e de "certos países" europeus -sem especificar quais- na região.

Sem EUA e Europa, conflitos 'desapareciam', disse Khamenei. O líder supremo do Irã defendeu que, se americanos e europeus parassem com suas "ações malignas", os países da região poderiam governar e conviver em paz e segurança. As declarações foram feitas a um grupo de representantes da elite iraniana e de estudantes de destaque, em Teerã.

Aiatolá ainda acusou Ocidente de 'falsamente' defender a paz. Citando Saddam Hussein, ex-ditador do Iraque, Khamenei afirmou que EUA e Europa provocam outros países, trazendo situações "difíceis e amargas" como consequência. Apoiado pelos EUA na guerra contra o Irã nos anos 1980, Saddam posteriormente foi acusado pelo governo americano de ser cúmplice em atos de terrorismo. Acabou capturado e preso em 2003 e enforcado em 2006.

Khamenei também lamentou a morte de líder do Hezbollah. Segundo o aiatolá, a perda de Sayyed Hasan Nasrallah, morto em um bombardeio de Israel no Líbano, tem sido "profundamente sentida". Ele acrescentou que fará mais comentários sobre a situação no Líbano e o "grande mártir" em um futuro próximo.

ATAQUE CONTRA ISRAEL

Irã lançou cerca de 200 mísseis contra Israel na terça-feira (1º). Fontes israelenses confirmaram que uma parte caiu sobre cidades, enquanto muitos teriam sido interceptados. Explosões foram ouvidas em Tel Aviv e Jerusalém. Ainda ontem, a Guarda Revolucionária do Irã confirmou que o ataque é também uma resposta à morte do líder do Hezbollah.

Antes, sete pessoas haviam sido mortas em um ataque a tiros. Segundo informações da mídia local, homens armados dispararam contra um grupo de israelenses. Outras nove pessoas ficaram feridas e dois suspeitos foram mortos. A polícia israelense diz que o tiroteio em Jaffa, no sul de Tel Aviv, foi um "ataque terrorista".

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