A polícia alegou que a lei britânica permite a prisão e o interrogatório de qualquer suspeito de terrorismo. Moret, que é gerente de uma editora, teria sido preso por obstrução quando se recusou a fornecer senhas para desbloquear seu telefone, segundo a Éditions la Fabrique, sua editora.
Os eurodeputados acusaram o governo britânico de infringir os direitos humanos e abusar da lei antiterrorismo. Em carta à secretária de Justiça, Suella Braverman, eles disseram que Londres seria cúmplice da repressão na França. Em Paris, parlamentares também pediram explicações ao presidente Emmanuel Macron, que teria requisitado a prisão de Moret.
Durante seu interrogatório, segundo Richard Parry, advogado de Moret, ele foi questionado se apoiava Macron e indagado sobre sua participação nas manifestações. "Isso indica uma cumplicidade entre as autoridades francesas e britânicas", disse Parry.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

