Início Manaus TJAM encerra ano de 2013 com reincidência mínima
Manaus

TJAM encerra ano de 2013 com reincidência mínima

Envie
Envie

De setembro de 2012 a novembro de 2013, passaram pelas palestras 2.333 pessoas e somente duas delas voltaram a cometer delitos. Quando veio a Manaus, o presidente do CNJ e do STF, ministro Joaquim Barbosa, elogiou o trabalho desenvolvido pelo projeto do TJAM.

O Tribunal de Justiça do Amazonas  realizou nesta segunda-feira , a última reunião de 2013 do Projeto Reeducar, coordenado pela juíza titular da 11ª Vara Criminal, Eulinete Tribuzy. O evento reuniu cerca de 200 pessoas que receberam alvarás de soltura nos últimos dias no sistema prisional do Amazonas e teve a participação de representantes de entidades que participam do Projeto Reeducar, como Defensoria Pública do Estado do Amazonas, Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, Ouvidoria da Polícia Militar do Amazonas e direção dos presídios do Amazonas.

Durante a apresentação, a juíza coordenadora do projeto, Eulinete Tribuzy, mostrou números positivos do Reeducar, revelando a eficiência das atividades do projeto. Segundo ela, de setembro de 2012 a novembro de 2013, passaram pelas palestras 2.333 pessoas e, destas, somente duas voltaram a cometer delitos e foram recolhidas ao sistema prisional.

“Um número positivo. Isso significa muito para essas pessoas que estão no projeto, porque são todos voluntários. O sistema prisional teve muita reincidência, mas estas pessoas não passaram pelo projeto. São quase 2.400 pessoas em pouco mais de um ano”, disse a juíza titular da 11ª Vara Criminal, Eulinete Tribuzy, coordenadora do projeto Reeducar. Quando esteve em Manaus no mês de outubro, o presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, elogiou o trabalho desenvolvido pelo projeto.

Durante a palestra, L. G., que saiu recentemente do sistema prisional, disse que ficou cinco dias preso e foi liberado para responder o processo em liberdade. Segundo ele, os cinco dias na prisão serviram de exemplo para o resto da vida. “Passei cinco dias preso, mas não quero nunca mais voltar lá. Uma experiência que não quero passar novamente. Não desejo isso pra ninguém. Agora é responder o processo em liberdade, porque errar é humano. O que não poder é errar duas vezes”, disse.

Projeto

O Reeducar existe desde 2009, mas foi institucionalizado um ano depois. De acordo com a Resolução nº14, de 2010, tem como objetivo principal promover ações de reinserção social de liberados provisórios do sistema carcerário, com o apoio da Defensoria Pública do Estado do Amazonas, compondo-se de um conjunto de ações educativas, de capacitação profissional e de reinserção no mercado de trabalho.

Segundo a psicóloga da Defensoria, Nádia Teles, após a palestra os reeducandos são inscritos por servidores do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas para participarem de cursos profissionalizantes. Devido ao período de recesso, os reeducandos interessados em fazer um curso pelo Cetam deverão aguardar até o mês de fevereiro.

Siga-nos no

Google News