O Portal do Holanda recebeu uma carta da professora Mariza Siqueira Cavalcante, presa como uma líderes das invasão conhecida como “Rio Madeira 2” em Autazes, onde ela conta que caiu em uma armadilha para fazer parte da Associação Comunitária Agrícola Grande Vitória, montada pelo pastor Aritides, da Igreja Assembleia de Deus.
Na carta ela relata que passava pela área invadida quando Ana Maria Souza e Silva lhe convidou para fazer parte de uma reunião que havia no local, onde estavam cerca de 400 pessoas.
Por ser professora foi convidada para redigir a ata da reunião. “Fiz a ata e ainda assinei”, garante a professora, acrescentando que dias depois descobriu que a ata tinha sido registrada em cartório e ela afirma que procurou o pastor, mas esse disse que não deveria fazer confusão pois nada lha aconteceria, uma vez que o assentamento tinha o apoio do prefeito Wanderlan Sampaio.
De acordo com a professora, diante das declarações do pastor, ela resolveu não ir ao cartório para retirar seu nome como secretaria da Associação Agrícola Grande Vitória.
Mas o resultado para a professora Mariza Cavalcante, foi a prisão onde ela se encontra hoje.
Entenda o caso
Os conflitos iniciaram em 2008, quando o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária realizou o reconhecimento de posse de terras no município. Após as análises, o órgão doou a propriedade em questão à Prefeitura de Autazes para a expansão urbana do município.
De acordo com as pessoas da associação de moradores o atual prefeito da cidade, Wanderlan Sampaio (PR), teria doado o local para o empresário Adelson Tupinambá.
Prisões
Marisa Cavalcante, Ana Maria Souza, Ednaldo Cordeiro, Rivaldo Cardoso, Francisco Leitão e Cilene.

