Manaus/AM - O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou procedimento administrativo para verificar se médicos residentes nos serviços de ginecologia e obstetrícia, do Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), estariam atuando sem supervisão.
“O MP recebeu uma denúncia, informando que estudantes de medicina do primeiro ano de residência em Ginecologia e Obstetrícia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) estão cumprindo plantões na maternidade Dona Lindu sem o acompanhamento de um orientador. Diante disso, decidimos instaurar procedimento administrativo para acompanhar as atividades da residência”, relatou a Promotora de Justiça Cláudia Maria Raposo da Câmara.
O preceptor, no ensino superior das ciências da saúde, é responsável por conduzir e supervisionar, orientando e acompanhando o desenvolvimento dos médicos residentes nas especialidades do respectivo hospital. A presença do preceptor, além de respaldar a atuação do médico residente, proporciona segurança ao paciente que recebe atendimento no Instituto Dona Lindu.
Em nota, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) disse que tomou conhecimento da denúncia e acionou a Coordenação da Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia e a Comissão Estadual de Residência Médica para a adequada averiguação. Após isso, tomará as medidas administrativas cabíveis.

