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Lei que obriga câmeras em clínicas que tratam PCDs entra em vigor em Manaus

Lei que obriga câmeras em clínicas que tratam PCDs entra em vigor em Manaus
Lei que obriga câmeras em clínicas que tratam PCDs entra em vigor em Manaus

Manaus/AM - A Lei 536/2023, que estabelece a instalação obrigatória de câmeras de monitoramento em sessões clínicas de instituições públicas e privadas que atendam pessoas com deficiência no Município de Manaus, agora está em pleno vigor. O projeto de lei nº 563/2021, de autoria da vereadora Thaysa Lippy (Progressista), foi promulgado e oficializado no Diário Oficial Eletrônico da Câmara Municipal de Manaus (CMM) na edição do dia 27 de abril de 2023.

A lei passa a vigorar 60 dias depois de oficialmente publicada. De acordo com a lei, as imagens deverão ser armazenadas por um período mínimo de 180 dias, contato de cada sessão, além de ser obrigatória a constante fiscalização dos vídeos por meio do hospital ou clínica, onde a sessão estiver sendo realizada. Conforme o artigo 3º, torna-se obrigatória a disponibilização das imagens das sessões clínicas que tratam de pessoas com deficiência no prazo máximo de 10 dias.

Também consta que havendo quaisquer indícios de ilícito penal contra a pessoa com deficiência durante as sessões clínicas, o responsável pela fiscalização será obrigado a comunicar de imediato aos pais ou responsáveis, tratando de menores de idade, e às autoridades legais cabíveis, em todos os casos. Consta ainda que as instituições que descumprirem a lei estarão sujeitas à multa de 5 a 50 UFMs por paciente.

De acordo com a vereadora, a proposta foi baseada em denúncias feitas contra uma terapeuta ocupacional, denunciada e indiciada pelo crime de maus-tratos contra crianças autistas. O caso foi amplamente divulgado na imprensa em 2021. Na época, vários pais com filhos autistas, que eram tratados com a terapeuta ocupacional, relataram que, após tomarem conhecimento da primeira denúncia, eles logo pediram à clínica as imagens das sessões com seus filhos e poucos obtiveram retorno.

“Essa lei vem para proteger e resguardar as nossas crianças com o intuito de inibir possíveis arbitrariedades cometidas, como aconteceu agora com a terapeuta em nossa cidade. Vários pais buscaram as imagens e, praticamente, em todos os casos, essa terapeuta praticava o mesmo ato, sendo que alguns pais não conseguiram obter todas as filmagens junto à clínica, o que dificultou muito as denúncias”, explicou a vereadora.

 

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