Manaus/AM - Uma comitiva de entidades municipais, estaduais e federais reuniram nesta quinta-feira (19) no Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para discutir e estabelecer diretrizes para o ordenamento de estruturas flutuantes na orla de Manaus, em especial na região do Rio Tarumã-Açu.
Também participaram da reunião a Associação dos Flutuantes do Tarumã-Açu (Afluta) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Tarumã-Açu (CBHTA).
Na pauta, foram discutidos importantes temas para a regularização e ordenamento de estruturas flutuantes na orla de Manaus, como a capacidade de suporte de recursos hídricos no local, a capacidade máxima de estruturas, a origem de fontes de poluição e a regulamentação da atividade de flutuantes no local.
Segundo dados preliminares levantados por equipes técnicas do Ipaam, hoje existem cerca de 489 estruturas flutuantes na bacia do Tarumã, entre residências, estabelecimentos comerciais, balneários e outros.
Encaminhamentos – A reunião também foi um espaço para a troca de ideias e sugestões de encaminhamentos, como a elaboração de uma ação de embargo para a instalação de novas estruturas flutuantes no local até que o ordenamento esteja devidamente regulamentado, além do compartilhamento de informações entre os agentes reguladores para um levantamento de dados mais qualificado.
Ficou definida a realização de uma próxima reunião, com o mesmo grupo, no dia 3 de setembro, onde já será apresentado um esboço do Plano da Bacia do rio Tarumã-Açu, que prevê um estudo de capacidade do corpo hídrico e definição do número real de flutuantes que o ecossistema comporta.

