Quase 40 casos de malária foram registrados entre os invasores da área verde do Tarumã, segundo so dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade. A Semmas teme que o fluxo de entrada e saída de contaminados possa acarretar em epidemia da doença em Manaus. "Este é mais um motivo para que as mais de 1,4 mil famílias de invasores deixem o local. Há grávidas e crianças lá", afirmou o subsecretário da Semmas, Adilson Cordeiro.
Um dos líderes da 'comunidade José Alencar', que se identifica somente como Agnaldo, disse que os invasores têm estratégias para continuar no local, mesmo com a liminar concedida na última quinta-feira, dia 09, pelo juiz da Vara Especializada de Meio Ambiente e Questões Agrárias, Josenildo Dourado, para reintegração da posse. Segundo o juiz, foram desmatados 160 mil metros quadrados, ocasionando degradação ambiental e destruição da flora nativa. "Não vamos nos render. As autoridades só ouvem os presidiários quando há rebelião. Nós também faremos manifestações para mostrar nossa força", disse o líder.

