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Honda reduz produção. Apenas fábrica de motos em Manaus é preservada



A produção de veículos na fábrica da Honda em Sumaré (SP) foi reduzida em 30%  esta semana. O motivo alegado é a falta de componentes importados da Tailândia, onde fornecedores do grupo estão paralisados por causa das inundações ocorridas no país nos últimos quatro meses, as piores em meio século. A unidade de motocicletas da Honda em Manaus não foi afetada pela falta de peças.

A redução ocorre num momento em que a filial brasileira começava a se recuperar de outro corte ocorrido que teve início em junho, por causa da escassez de componentes vindos do Japão após o terremoto seguido de tsunami registrado no país em março.

A Honda do Brasil produz os modelos City, Fit e se prepara para lançar o novo Civic, em substituição ao atual. A chegada do novo sedã estava prevista para início desse semestre, mas foi cancelada também por causa dos efeitos do terremoto. O início das vendas agora está programado para janeiro.

Em nota divulgada ontem, a Honda informa que, "para administrar o estoque de peças disponível no Brasil, durante algumas semanas a produção será reduzida em aproximadamente 30%", sem especificar a duração da medida. Disse ainda que, desta vez, o quadro de funcionários será "integralmente mantido". No período de redução, o pessoal da área produtiva será realocado para outras atividades ou treinamentos.

Demissões. Em maio, a subsidiária da terceira maior montadora do Japão demitiu 400 funcionários (de um total de 3,4 mil), concedeu licenças remuneradas e, em junho, reduziu a produção de 600 para 300 automóveis por dia, em razão da falta de componentes eletrônicos importados do Japão. Ontem, o grupo não informou quantos carros são produzidos atualmente.

A Honda já havia reduzido a produção em suas fábricas do Japão, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, por causa das enchentes na Tailândia. A unidade de motocicletas da Honda em Manaus não foi afetada pela falta de peças. A Toyota também registra problemas em suas unidades no exterior, mas a filial brasileira não foi prejudicada, segundo um porta-voz.

LEIDE SILVA - O Estado de S.Paulo

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