Manaus/AM - O deputado federal eleito por São Paulo, Guilherme Boulos (Psol), em sua página no Twitter, criticou a privatização do saneamento básico no país e citou Manaus como um mal exemplo, pois está há 20 anos com o sistema privado e ainda tem 600 mil pessoas sem acesso a água, segundo ele.
“Diariamente, vemos o discurso de que é preciso privatizar tudo e o setor do saneamento básico é um excelente exemplo para quebrar esse mito. Manaus (AM), Itu (SP) e o Estado do Tocantins privatizaram o serviço e são exemplos da ineficiência e de pior prestação de serviço”, disse Boulos.
“Manaus, após 20 anos de gestão privada, tem 12,5% de coleta de esgotos e mais de 600 mil pessoas sem acesso à água. O Instituto Trata Brasil coloca o saneamento de Manaus – 6° maior município brasileiro – em 96º lugar entre os 100 maiores municípios do país”, informou.
A publicação é uma resposta às críticas que o político recebeu em editorial do Jornal Estado de São Paulo por ser contra a privatização do saneamento básico.
Boulos defende a desestatização do sistema de saneamento básico em todo o país.
O que diz a atual concessionária do serviço em Manaus?
A Águas de Manaus, empresa que assumiu os serviços de água tratada e esgotamento sanitário da cidade em junho de 2018, esclarece que os dados em questão são defasados e não retratam a realidade atual. Desde o início da operação na cidade, a empresa vem realizando investimentos que garantiram avanços significativos no saneamento da capital.
Nos últimos quatro anos, investimos mais de R$ 600 milhões em melhorias. Somos a capital do Norte e Nordeste que mais investiu em saneamento no período.
A cobertura de esgotamento na cidade cresceu 40% nestes quatro anos e a cidade é a que mais avançou em coleta total de esgoto no Brasil, com um incremento de 115,62%, tendo mais do que dobrado o número de ligações de esgoto no período. Atualmente, a estrutura de esgotamento da concessionária já atende 26% da cidade, estando disponível para mais de 500 mil moradores. Com isso, já tratamos diariamente mais de 50 milhões de litros de esgoto por dia, dando a destinação correta aos efluentes e evitando que eles sejam despejados diretamente na natureza.
A previsão é que Manaus chegue a 45% de cobertura de esgotamento em 2025 e a 80% da capital até 2030, conforme as metas estabelecidas em contrato.
No quesito água tratada, o serviço de distribuição está universalizado na capital amazonense e acompanha o crescimento vegetativo da cidade. Nos últimos quatro anos, a concessionária expandiu o acesso à água tratada, com atenção especial às regiões vulneráveis, como becos, palafitas, rip raps e comunidades, que somente a partir deste momento tiveram acesso ao líquido.
Foram mais de 150 Km de rede de água implantados na cidade.
Neste período, a Águas de Manaus também cadastrou mais de 100 mil famílias na Tarifa Manauara, que concede 50% de desconto no valor da fatura, promovendo dignidade para mais de 500 mil pessoas. Somos a cidade do país que proporcionalmente mais protege a população vulnerável.



