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Familiares de presos participavam de golpe do Auxílio-Reclusão no Amazonas; confira

Familiares de presos participavam de golpe do Auxílio-Reclusão no Amazonas; confira
Familiares de presos participavam de golpe do Auxílio-Reclusão no Amazonas; confira

Manaus/AM - A Polícia Federal detalhou, na manhã de hoje (18), como funcionava o esquema do grupo criminoso que desviou mais de R$ 1,5 milhão por meio de fraudes no Auxílio-Reclusão no Amazonas.

Segundo o delegado Diego Barroso, os alvos alteravam documentos e mudavam as datas das prisões para que as famílias dos detentos pudessem receber o retroativo do auxílio.

“Eles coptavam famílias, mães com filhos menores, de baixa renda, não importando se o pai estava preso ou não, eles conseguiam fazer essa falsificação de documentos para solicitar esse auxílio-reclusão”, explica o delegado.

Delegado da PF, Diego Barroso - Foto: Jander Robson / Portal do Holanda Os valores eram divididos entre os familiares e os falsificadores que residem no Amazonas, no Paraná e em Minas Gerais. Vale destacar que os criminosos também fraudavam documentos de pessoas que nunca estiveram presas.

“O pai, em si, não precisava estar preso porque eles colocavam em anexo certidões falsificadas. Então, até pessoas que realmente estavam presas, eles pegavam esse documento, editavam essa data colocando uma bem anterior a que ele foi recluso, e ele tinha direito a retroativo (...) Essa quadrilha ia no banco junto com a família e pegava 50% do valor, que era o acordo entre eles”. 

Durante a Operação Falso Captivi, deflagrada nesta manhã, três pessoas foram presas em Manaus, outras duas (são manauaras que se mudaram há cerca de 3 anos), foram presas no Paraná e em Minas Gerais.

As contas bancárias dos suspeitos foram bloqueadas e os bens apreendidos. Os alvos presos na operação negam o crime.

O delegado explica que as investigações levantaram que os golpes vêm acontecendo desde 2017 e que a investigação ocorre desde 2020, após cruzamento de informações da Previdência. 

Barroso afirma que nesse primeiro momento, não há servidores do INSS suspeitos de participarem do golpe, mas a PF investiga a possível participação de advogados nos crimes.

 

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