Manaus/AM - Casos de colelitíase, mais conhecida como "pedra na vesícula", aumentaram significativamente no Amazonas e já lideram os atendimentos realizados pela Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ).
Em oito meses, mais de 700 procedimentos cirúrgicos deste tipo já foram feitos na unidade, este é o único tratamento para o problema.
O cirurgião geral hepatobiliar da FHAJ, Sidney Chalub, destaca que 40% das pessoas com pedra na vesícula não apresentam os sintomas. No entanto, é necessário realizar exame de rotina de ultrassonografia para ter o diagnóstico e ser dado início a um tratamento específico, evitando complicações mais graves como infecções, pancreatite ou câncer.
Para quem apresenta sintomas, o especialista pontua situações como dores ao ingerir alimentos gordurosos, febre e, em alguns casos, a cor amarelada nos olhos podem indicar o cálculo. Ingestão de produtos com muitas calorias e pouca ingestão de água são alguns fatores que contribuem para a aparição de pedras na vesícula.
“Em uma fase mais avançada, essa pedra pode sair de dentro da vesícula e causar uma inflamação no pâncreas, que é uma complicação grave que tem que ser um tratamento mais específico. Por isso indicamos a cirurgia precocemente, porque sabemos que essas manifestações ocorrem ao longo do tempo”.

