A estudante Dimitria Rocha Carvalho, vítima de um acidente de trânsito nos Estados Unidos e que era transportada para o Brasil em vôo particular, morreu depois que a aeronave fez uma parada para abastecimento em Manaus. A estudante sofreu uma embolia pulmonar e não resistiu.
Foi enterrado no início da tarde de domingo, em Taubaté, no Vale do Paraíba, o corpo da estudante Dimitria Rocha Carvalho, de 21 anos, vítima de um acidente de trânsito nos Estados Unidos. Segundo familiares, o alto custo do tratamento americano, que já estaria em US$ 4 milhões, fez o hospital convencer a família a trazê-la para o Brasil. A jovem não suportou a viagem e morreu na terça-feira, em solo brasileiro.
A estudante de Engenharia Mecânica estava na Flórida com o namorado para estudar inglês. Em janeiro deste ano, ela sofreu um acidente de trânsito - a moto que pilotava bateu de frente com um carro. Dimitria teve hemorragia interna, com traumas nos pulmões e rins, ficou internada por nove meses, sendo que ficou 35 dias em coma e passou por 11 cirurgias.
De acordo com familiares, a mãe de Dimitria, que acompanhou a filha durante os nove meses de tratamento nos Estados Unidos, chegou a tentar uma negociação para prolongar o tratamento da estudante no Hospital North Broward Medical Center, localizado na Flórida. "Mas ela foi convencida da segurança do transporte", afirmou o padrasto, Evandro Luiz Assis.
O transporte de Dimitria ao Brasil, segundo a família, foi feito em uma aeronave alugada pelo hospital, que improvisou uma UTI. Na parada para abastecimento em Manaus (AM), a estudante sofreu uma embolia pulmonar e não resistiu.
A família ainda não decidiu se vai pedir ajuda para a Justiça brasileira para apurar o caso e não sabe como será quitada a dívida com o hospital americano. O padrasto de Dimitria não soube informar o valor exato da dívida, "Estão falando em US$ 4 milhões. A família ainda está procurando entender o que houve, estamos tentando digerir tudo isso", desabafou.
O enterro da jovem ocorreu no início da tarde de ontem em Taubaté, onde Dimitria estudava e vivia com a família.
Com informações da AE

