O Embaixador da Bélgica, Claude Misson, e o Cônsul em Manaus, Hugo Deschoolmeester, visitaram nesta quinta-feira as instituições do Sistema de Ciência e Tecnologia do Amazonas criado pelo governo do estado e composto pela SECT, UEA, Cetam e Fapeam. Na reitoria da UEA, a visita foi marcada por perspectivas de cooperação com as entidades de ciência e tecnologia e a Universidade do Estado do Amazonas.
Atualmente, cerca de 1.400 belgas estudam no Brasil. Misson pretender elevar esse número, e também quer que mais brasileiros façam intercâmbio na Bélgica. "Essa recente resolução do Governo Federal brasileiro em disponibilizar 75 mil bolsas de estudo no exterior para os alunos brasileiros abre muitas portas para ampliarmos ainda mais a relação acadêmica e científica que já existe através da CNPq e Capes. Já temos editais para projetos em parceria e esse momento parece o ideal para engrandecermos mais ainda", falou Claude Misson.
Para o embaixador, pela quarta vez em Manaus “esse é um momento muito positivo, pois existe interesse da nossa parte em colaborar com o Brasil em concordância com a determinação do governo local”, afirmou explicando que cerca de 1.400 belgas estudam no Brasil, número que deve ser ampliado com a iniciativa de levar brasileiros para intercâmbio na Bélgica. "Essa recente resolução do governo brasileiro em disponibilizar 75 mil bolsas de estudo no exterior para os alunos brasileiros abre muitas portas para ampliarmos ainda mais a relação acadêmica e científica que já existe entre nossos países através da CNPq e Capes. Já temos editais para projetos em parceria e esse momento parece o ideal para engrandecermos mais ainda", disse Claude Misson referindo-se ao programa "Ciência sem Fronteira", anunciado no início do mês, na abertura da 63ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) pelo ministro Aluízio Mercadante, de Ciência e Tecnologia. O programa pretende oferecer formação no exterior a 75 mil estudantes até 2014. Alunos que cursam desde o nível médio até o pós-doutorado poderão viajar com bolsas de estudo e passagens áreas pagas, além de seguro médico. “Este programa chamou a nossa atenção e nossas universidades e centros de pesquisa tiveram uma reação positiva. Espero que, por meio de contatos diretos como estes, possamos ter o prazer de recebermos estudantes e pesquisadores brasileiros na Bélgica“.
Brasil e Bélgica já possuem acordos de cooperação bilateral há mais de 25 anos e, nos últimos tempos, novos convênios em pesquisa nuclear, espacial, de gestão de portos e guias navegáveis foram estabelecidos. O Embaixador explica que agora o País quer aumentar as cooperações em biotecnologia e nanotecnologia.
Pesquisa de ponta
Durante a reunião, Claude Misson se mostrou impressionado com os resultados de parcerias firmadas pelas instituições do Sistema de Ciência e Tecnologia do Amazonas, entre elas o Programa de Pós Graduação em Medicina Tropical da UEA criado em 2002 em convênio com a Fundação de Medicina Tropical, com cursos de Mestrado e Doutorado. Credenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Mec, o curso é considerado um dos melhores do país com conceito 4 na escala de 1 a 5.
“Existe um grande potencial de colaboração nesse campo da saúde pela experiência belga na África Central”, garantiu o embaixador belga.
O reitor da UEA, José Aldemir de Oliveira, explica que as conversas estão iniciando e que ainda não há grupos de pesquisa formados, mas que existe uma boa perspectiva de cooperação. “Somos uma universidade que ainda está se estruturando com apenas 10 anos de História. Nossa ação de intercâmbio internacional ainda é muito tímida, porém estamos trabalhando com retidão, parcimônia e fecundidade e essa é uma excelente oportunidade”.
Agora, o embaixador irá encaminhar uma lista das principais universidades e centros de pesquisa belgas para contato direto da SECT, da UEA e da Fapeam com estas instituições para traçar parcerias. A Embaixada coloca-se à disposição para solucionar contratempos que possam surgir.
