Manaus/AM - O decreto do presidente Jair Bolsonaro que na noite de ontem (28), zerou alíquota de IPI para as empresas de concentrados na Zona Franca de Manaus (ZFM), que gera mais de 7,4 mil empregos, levou a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) a divulgar nota lamentando o que chama de “ataque infundado à ZFM que prejudicará não só o Amazonas, mas todo o país”.
De acordo com a nota, o decreto é a sinalização da falta de previsibilidade e insegurança jurídica em um momento em que o país precisa de credibilidade e para atrair investidores.
A associação, que representa 71 empresas do setor de bebidas não alcoólicas com fábricas de Norte a Sul do país, disse na nota ter sido surpreendida, na noite de ontem com decreto que zera a alíquota de IPI para as empresas de concentrados na Zona Franca de Manaus, 10ª alteração ao longo dos últimos anos.
De acordo com a entidade, os empresários estão abertos ao diálogo na busca de soluções e de preservação de um modelo de desenvolvimento regional reconhecido internacionalmente e que não pode ser visto como mero benefício fiscal.
“A indústria de concentrados, por ser a única que, por determinação legal, precisa elaborar seus produtos com matéria-prima produzida na região, é responsável por gerar 7,4 mil empregos diretos e indiretos e contribuir com uma infinidade de projetos sociais, culturais e ambientais”, destaca a nota.
Ao todo no país, o setor gera 2 milhões de empregos em toda a cadeia e recolhe anualmente R$ 13 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.
“O ataque infundado à ZFM e, em especial e discriminatório à indústria de não alcoólicos, prejudica não só o Estado do Amazonas, mas sim todo o país. Perde a Amazônia, perde o Brasil. A Abir e o setor de bebidas não alcoólicas, pautados pela ética e transparência, seguem abertos e acreditando no diálogo como forma de buscar soluções”, finaliza a nota.



