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Ataque a tiros em escola de Rio Branco deixa duas servidoras mortas e dois feridos

Ataque a tiros em escola de Rio Branco deixa duas servidoras mortas e dois feridos

Uma tarde de pânico e luto marcou o Instituto São José, escola conveniada à rede estadual em Rio Branco, nesta terça-feira (5). Um ataque a tiros perpetrado por um aluno de 13 anos resultou na morte de duas servidoras e deixou outras duas pessoas feridas. O governo do Acre confirmou a suspensão das aulas em todas as escolas estaduais até a próxima sexta-feira (08/05).

As vítimas foram identificadas como Alzenira Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37. Ambas atuavam como inspetoras do colégio. Segundo o Batalhão de Operações Especiais (Bope), elas foram atingidas em um corredor de acesso à diretoria e morreram no local.

O atirador, um estudante da própria instituição, utilizou uma arma pertencente ao padrasto para realizar os disparos. Além das vítimas fatais, uma funcionária foi atingida no pé e um aluno levou um tiro na perna. Ambos foram socorridos pelo Samu e encaminhados ao pronto-socorro da capital sem risco de morte.

De acordo com o comandante do Bope, coronel Felipe Russo, o adolescente não conseguiu entrar nas salas de aula.

"Os disparos ocorreram em um corredor. Ele não teve acesso às classes", afirmou o coronel, que relatou ter encontrado diversas cápsulas e carregadores espalhados pelo chão.

Alunos relataram momentos de terror durante o turno da tarde. Ao ouvirem os disparos, professores orientaram estudantes a se deitarem no chão e apagarem as luzes. Em algumas salas, foram montadas barricadas com cadeiras para impedir a entrada do atirador.

"A professora mandou a gente sentar no chão e apagou a luz. Ficamos perto da porta para ninguém entrar", relatou uma estudante de 11 anos. O aviso sobre o ataque chegou a muitos pais por meio de celulares que alunos esconderam durante a emergência.

O aluno de 13 anos foi apreendido em flagrante logo após o crime. O padrasto do jovem, proprietário da arma, também foi detido e levado pela Polícia Militar para prestar esclarecimentos.

A Polícia Militar já identificou outros estudantes que supostamente tinham conhecimento do plano e podem ter colaborado com a ação. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a perícia técnica trabalham no local para coletar provas e determinar a dinâmica exata dos fatos.

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