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Miastenia gravis: entenda a doença descoberta por Alex Escobar e como ela é tratada

Apresentador da TV Globo passou por cirurgia de retirada do timo; condição autoimune causa fraqueza muscular que piora ao longo do dia

Miastenia gravis: entenda a doença descoberta por Alex Escobar e como ela é tratada
Doença autoimune afeta a comunicação entre nervos e músculos e exige acompanhamento neurológico (imagem ilustrativa)

O diagnóstico de miastenia gravis do apresentador Alex Escobar, da TV Globo, colocou em evidência uma doença autoimune ainda pouco conhecida do público. Na quinta-feira (6), ele passou por uma cirurgia para retirada do timo, glândula do tórax ligada à formação das células de defesa do organismo. Os médicos haviam identificado no órgão uma lesão de aparência benigna e, no curso da investigação, confirmaram também a doença, condição frequentemente associada a alterações nessa glândula.

Na miastenia gravis, o sistema imunológico produz anticorpos que atrapalham a transmissão dos impulsos nervosos até os músculos. O resultado é uma fraqueza muscular que costuma se agravar ao longo do dia ou depois de esforço físico e melhorar com o repouso. Entre os sinais mais frequentes estão pálpebras caídas, visão dupla, dificuldade para mastigar, falar ou engolir, perda de força nos braços e nas pernas e cansaço muscular intenso.

Especialistas ouvidos sobre o caso destacam que os primeiros sintomas podem ser confundidos com outros quadros neurológicos. Quando surgem fraqueza repentina, dificuldade de fala, alteração visual ou perda de força, a prioridade médica é descartar emergências como o acidente vascular cerebral; afastadas essas hipóteses, a apuração precisa seguir até que a causa real seja identificada, o que favorece um diagnóstico mais precoce.

A doença não tem cura, mas o tratamento evoluiu. Durante anos, o controle dependeu sobretudo de corticosteroides e imunossupressores, eficazes para conter os sintomas, porém associados a efeitos colaterais em uso prolongado, como diabetes, hipertensão, osteoporose e maior vulnerabilidade a infecções. Terapias mais recentes atuam de forma direcionada nos mecanismos que produzem os anticorpos responsáveis pelo quadro, o que tem garantido mais previsibilidade na rotina e melhor qualidade de vida aos pacientes. Escobar já havia passado mal durante a cobertura da Copa do Mundo, em junho, quando foi afastado para exames; a cirurgia foi considerada bem-sucedida e a expectativa médica é de bom controle da doença.

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