O governador eleito Omar Aziz assumirá o Amazonas diante de um quadro fiscal que exige prudência. Dívida elevada, queda projetada da receita e compromissos financeiros já assumidos reduzirão a margem de investimento da nova administração.
O cenário também reflete as adversidades enfrentadas pelo Estado nos últimos anos, especialmente as crises ambientais, as enchentes e as secas severas, cujos efeitos econômicos e sociais ainda persistem.
A redução prevista na receita decorre da menor entrada de recursos provenientes de empréstimos.
Embora o Estado projete superávit primário, permanecem as pressões da Previdência, dos precatórios e do serviço da dívida.
A recorrência de eventos climáticos extremos impõe despesas adicionais e exige investimentos permanentes em infraestrutura, prevenção e assistência às populações atingidas.
O desafio da próxima administração será conciliar responsabilidade fiscal com as necessidades de uma população submetida a dificuldades que ultrapassam a capacidade de resposta do poder público estadual. Saúde, educação, segurança e infraestrutura não podem perder prioridade.
O equilíbrio das contas deve orientar escolhas responsáveis, sem comprometer serviços essenciais ou desconsiderar as particularidades geográficas e ambientais do Amazonas.
Omar Aziz dispõe de experiência administrativa e capacidade de articulação política para enfrentar esse cenário.
Caberá ao novo governo estabelecer prioridades, buscar recursos e assegurar transparência às decisões fiscais.
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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