A diretora de macroeconomia para Brasil do UBS WM, Solange Srour, afirmou que, se a gestão das contas públicas não tratar de gastos obrigatórios, a taxa básica de juros não vai cair no Brasil. "Se os juros continuarem nesse patamar, a relação dívida/PIB vai crescer 4 pontos ao ano", afirmou durante painel da conferência da ONG MBA Brasil, realizada na Kellogg School of Management neste sábado, 7.
Entre as medidas que deveriam ser feitas na opinião da economista, estão discutir a
indexação entre salário mínimo e previdência social, dos gastos em saúde e educação,
redesenho de programas sociais.
O gestor e co-diretor de investimentos da Ibiuna, Rodrigo Azevedo, afirmou que a proposta discutida nos últimos dias do economista André Lara Resende não resolve a problemática do alto custo de capital no Brasil. Ele disse que o debate é much ado about nothing
"Só ajustar o fiscal já cria credibilidade na política econômica, que vai levar à
queda da taxa de juros", afirmou Azevedo no painel. Ele criticou as "pessoas que
falam que mexer na meta de inflação seria a solução mágica". "Basta olhar a
história e ver que isso não faz sentido", disse Azevedo.
*A jornalista viaja a convite da ONG MBA Brasil
Portal do Holanda
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